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García entrega passaporte e nega perseguição política no Peru

El expresidente de Perú, Alan García, en una foto de archivo del 15 de noviembre, en Lima, Perú afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. dezembro 2018 - 22:22
(AFP)

O ex-presidente Alan García negou nesta quarta-feira que exista perseguição política no Peru, ao entregar seu passaporte à procuradoria, em um sinal de que acatará a proibição de sair do país.

Em sua primeira declaração após ter um pedido de asilo negado pelo Uruguai, García disse ser "importante confiar no que diz o presidente da República e o presidente do Poder Judiciário: há independência dos poderes e não há perseguição política" no Peru.

García anunciou sua disposição de cooperar com a procuradoria que investiga lavagem de dinheiro, que há duas semanas ampliou a investigação sobre o ex-presidente por supostos subornos recebidos da Odebrecht em troca do contrato para a construção do metrô de Lima.

O ex-presidente explicou que entregou seu passaporte, informou seu endereço em Lima e apresentou um certificado de trabalho para assegurar à procuradoria que permanecerá no país.

"Reiniciarei meu trabalho político dentro do Partido Aprista", disse García, 69 anos, que governou o Peru de 1985 a 1990 e entre 2006 e 2011.

Impedido de sair do Peru por 18 meses devido à investigação, García pediu no dia 17 de novembro asilo na embaixada do Uruguai em Lima alegando perseguição política.

Em relação à questão do Uruguai, assinalou que "se não teve sucesso devido às pressões políticas existentes, serviu para que a comunidade internacional e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos fiquem atentas sobre o respeito da lei no Peru".

"Não existe qualquer delação, prova ou depósito que me vincule a qualquer crime, e muito menos com a empresa Odebrecht ou a realização de alguma obra", reafirmou o ex-presidente.

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