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(Arquivo) O general reformado Gary Prado Salmón, em Santa Cruz, Bolívia, no dia 5 de outubro de 2007

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O general reformado Gary Prado Salmón, que capturou vivo o guerrilheiro Ernesto Che Guevara na Bolívia, em 1967, está sendo julgado em seu leito de hospital por sua provável participação em um suposto complô separatista planejado há seis anos.

Prado, que dirigiu como capitão do Exército a patrulha militar que prendeu Che na região de Ñancahuazú (sudeste boliviano), está numa cadeira de rodas desde 1981 devido a um ferimento de bala.

A promotoria de Santa Cruz (leste) ligou o militar, em 2010, ao grupo do boliviano-croata Eduardo Rózsa-Flores, morto a tiros um ano antes, quando supostamente organizava uma guerra separatista promovida pela elite empresarial desta rica região, contrária ao presidente de esquerda de Evo Morales.

O governo acusou, inclusive, o falecido Rózsa-Flores de planejar o assassinato de Morales.

Por causa de um recente mal-estar de Prado, um juiz ordenou que o julgamento - que avança lentamente - prosseguisse por videoconferência.

O ex-general negou várias vezes qualquer vínculo com Rózsa-Flores e acusou o governo de Morales, admirador de Che e amigo de Cuba, de querer vê-lo na prisão por razões políticas.

AFP