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(Arquivo) O general do Exército Luciano Benjamín Menéndez em seu julgamento, em Córdoba, no dia 14 de março de 2013

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O general do Exército Luciano Benjamín Menéndez, que liderou a repressão na província de Córdoba durante a ditadura argentina, recebeu nesta segunda-feira sua décima condenação à prisão perpétua, pelo sequestro e homicídio de três opositores.

Benjamín Menéndez, 88 anos, chamado de "A Hiena", é o homem que recebeu mais condenações por violações dos direitos humanos, com dez perpétuas e duas sentenças de 20 e 12 anos de prisão.

Antes de escutar a sentença, o ex-comandante do III Corpo do Exército, baseado em Córdoba, defendeu a ação dos militares durante a ditadura alegando que havia "uma guerra contra os terroristas marxistas, que pretendiam criar exércitos clandestinos".

Nesta segunda-feira, Menéndez foi condenado por "privação ilegítima de liberdade, tortura agravada e homicídio qualificado" contra uma mulher e dois homens, revelou a agência de notícias do ministério da Justiça.

Menéndez foi condenado pela primeira vez à prisão perpétua em 2008, em um julgamento em Córdoba, por sequestro, tortura e desaparecimento de quatro opositores em 1977, no campo de concentração La Perla, na mesma província.

O militar pôde ser julgado após o Congresso argentino anular, em 2003, as leis de anistia aprovadas na década de 80.

Até o momento, 563 pessoas estão condenadas por crimes durante a ditadura, e quase 900 foram acusadas de violações dos direitos humanos, segundo a Procuradoria de Crimes contra a Humanidade.

Durante a última ditadura argentina desapareceram 30 mil opositores e 500 crianças foram roubadas de pais desaparecidos, segundo organizações humanitárias.

AFP