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General venezuelano pede que militares se revoltem contra Maduro

Líder da opósição venezuelana Juan Guaidó afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. maio 2019 - 16:21
(AFP)

Um general venezuelano pediu que as Forças Armadas se revoltem contra o governo de Nicolás Maduro em um vídeo transmitido nas redes sociais.

"É hora de nos levantarmos, é hora de lutar (...), é hora de que as Forças Armadas Nacionais tomem consciência", disse Ramon Rangel, que se identificou como general da Aeronáutica.

No entanto, uma fonte próxima às Forças Armadas disse à AFP que o oficial "está há anos fora da Aeronáutica" e trabalha administrando uma "empresa estatal venezuelana em Cuba".

Vestindo trajes civis, de um lugar desconhecido, Rangel convocou no domingo a "união militar" para "mudar esse sistema político".

Em 27 de novembro de 1992, o oficial participou de uma tentativa de golpe de Estado de aliados de Hugo Chávez, que foi presidente de 1999 até sua morte, em 2013, contra o então presidente Carlos Andrés Pérez.

"Aqueles que não têm moral jamais poderão prejudicar a pátria país e menos ainda a Aviação Militar Bolivariana. Venceremos. Viva a revolução!", reagiu no Twitter o comandante da Aeronáutica, o general Pedro Alberto Juliac.

Sua mensagem acompanha uma foto de Rangel, em preto e branco, cruzada com a frase: "Traidor do povo e da revolução".

A declaração de Rangel acontece depois de uma fracassada rebelião militar em 30 de abril liderada por Juan Guaidó, chefe do Parlamento e reconhecido como presidente da Venezuela por cinquenta países.

Guaidó pede constantemente às Forças Armadas que desconheçam Maduro. Rangel, no entanto, não mencionou essa insurreição, após a qual 56 oficiais foram expulsos pelo líder socialista.

Trata-se de um dos militares de mais alto escalão a se manifestar contra o governante. Em 2 de fevereiro, o general Francisco Yánez, também da Aeronáutica, reconheceu Guaidó como presidente.

Outros oficiais de menor escalão fizeram declarações semelhantes, mas o líder socialista continua contando com o apoio da cúpula militar.

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