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(2013) O diretor geral da empresa, Igor Sechin, conversa com o presidente russo, Vladimir Putin

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A gigante russa do petróleo Rosneft, afetada pelas sanções dos Estados Unidos devido à crise na Ucrânia, pediu ao governo russo uma ajuda financeira que pode chegar a 30 bilhões de euros, informou nesta quinta-feira o jornal Vedomosti.

O diretor geral Igor Sechin, próximo ao presidente Vladimir Putin, propôs ao governo cinco possíveis formas de ajuda, afirma o jornal econômico, que cita fontes do setor petrolífero e governamentais.

Uma delas seria utilizar 1,5 trilhão de rublos (31 bilhões de euros) do fundo russo criado para colocar parte das receitas petrolíferas prevendo eventuais crises, acrescenta o jornal.

Contactado pela AFP, o Rosneft, que pertence em 70% ao Estado russo, negou-se a fazer comentários.

Segundo Vedomosti, o ministro da Economia dirigiu ao ministério da Energia uma análise das propostas do grupo, mas fontes interrogadas pelo jornal colocaram o apoio em xeque.

O grupo representa mais de 40% da produção de petróleo na Rússia, primeiro produtor mundial muito dependente da exportação de hidrocarbonetos.

A produção do país aumentou consideravelmente nos últimos anos graças à reativação de jazidas da época soviética, mas os analistas temem uma queda da mesma pela ausência de investimentos.

O Rosneft, nascido das ruínas do grupo petrolífero Yukos do opositor Mikhail Khodorkhovsky, cresceu muito nos últimos anos graças a importantes aquisições, o que lhe deixou muito endividado. No segundo trimestre, a dívida chegava a 1,495 trilhão de rublos (31 bilhões de euros).

Em julho, os Estados Unidos incluíram o grupo em sua lista de empresas sancionadas devido à crise ucraniana, o que reduz drasticamente seu acesso ao financiamento nos mercados americanos.

AFP