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Logo da Google em 28 de dezembro de 2016

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Os gigantes da Internet prestam contas nesta terça-feira (31) no Congresso dos Estados Unidos sobre as operações de desinformação russas para influenciar as eleições que levaram Donald Trump à Presidência.

Google, Facebook e Twitter têm provas de que milhões de americanos foram expostos a notícias falsas geradas pela Rússia para provocar discórdia na sociedade e promover a candidatura de Trump diante de sua adversária Hillary Clinton, segundo depoimentos que as empresas tecnológicas apresentarão e que foram vazados à imprensa horas antes das audiências.

Essa revelação é feita após os primeiros indiciamentos na segunda-feira no âmbito da investigação liderada pelo procurador especial Robert Mueller sobre a trama russa, na qual pela primeira vez um membro da equipe eleitoral do presidente, o ex-assessor em Política Exterior George Papadopoulos, foi envolvido por seus vínculos com o Kremlin.

De Moscou, o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, insistiu nesta terça que as acusações dos Estados Unidos sobre a ingerência russa são feitas "sem uma só prova".

O alcance do uso das redes sociais americanas por parte da Rússia para divulgar informações falsas será tema de uma audiência pública nesta terça-feira na comissão Judicial do Senado, assim como de outras duas na quarta-feira nas comissões de Inteligência da Câmara Baixa e do Senado.

A questão tomou conta das manchetes nos Estados Unidos, embora Trump negue um conluio com a Rússia e tente impulsionar sua reforma fiscal.

"Espero que as pessoas comecem a se focar em nossos cortes em massa de impostos para os negócios (trabalho) e a classe média (além da corrupção democrata!)", tuitou o presidente nesta terça, após afirmar que "não há CONLUIO".

"Poucas pessoas conheciam o jovem voluntário e de pouco nível chamado George, que demonstrou ser um mentiroso", disse Trump sobre Papadopoulos.

- "Desafio para a democracia" -

Os depoimentos vazados por Google, Facebook e Twitter mostram que as operações de desinformação russas foram maiores do que haviam informado anteriormente.

O Twitter descobriu que quase 37.000 contas automatizadas com links russos geraram 1,4 milhão de tuítes que podiam ser vistos por 288 milhões de pessoas nos três meses anteriores às eleições de 8 de novembro de 2016.

O Facebook, por sua vez, assinalou que 126 milhões de usuários americanos puderam ver histórias, publicações, ou outro conteúdo de fontes russas, informaram The Wall Street Journal e Recode, um site sobre negócios no Vale do Silício.

Os responsáveis legais dos três gigantes tecnológicos enfrentarão, provavelmente, um intenso interrogatório sobre como preveem contra-atacar essas operações.

O senador Lindsey Graham, membro da comissão Judicial, considerou "a manipulação de redes sociais por parte de organizações terroristas e governos estrangeiros" como "um dos maiores desafios para a democracia americana".

"Governos estrangeiros como o da Rússia, no ciclo eleitoral de 2016, se envolveram profundamente na manipulação de populares redes sociais com desinformação para semear a discórdia entre os americanos", disse em comunicado.

- Bloqueio a RT e Sputnik -

Google, Facebook e Twitter têm agora o difícil desafio de manter suas plataformas abertas para evitar acusações de censura e parcialidade, e ao mesmo tempo eliminar conteúdo manipulador russo.

Os três já começaram a tomar medidas depois que, no último ano, investigadores identificaram mensagens que buscavam que os americanos brancos se irritassem com os negros, ou que prejudicassem a imagem das feministas, entre outros.

O Twitter anunciou na semana passada que não aceitaria a publicidade de Russia Today (RT) e Sputnik, dois grupos de mídia suspeitos de interferir nas eleições em nome do governo russo.

A Google disse na segunda-feira ter encontrado "alguma evidência do mau uso" de suas plataformas durante as eleições "por parte de atores vinculados a Internet Research Agency (IRA) na Rússia".

Em um relatório da Inteligência publicado meses atrás, Washington considerou a IRA como uma fábrica de "trolls profissionais", "provavelmente financiada" por "um aliado próximo" ao presidente Vladimir Putin. No jargão da Internet, os "trolls" são pessoas que publicam mensagens provocadoras on-line com a intenção de perturbar.

O Facebook já anunciou a contratação de 1.000 pessoas para monitorar o conteúdo patrocinado.

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AFP