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Governador de São Paulo afirma que vacina chinesa para Covid-19 pode ser lançada este ano

(ARQUIVO) Foto de 21 de julho de 2020. O governador do Estado de São Paulo, João Doria, fala durante entrevista coletiva em São Paulo, Brasil, no dia 21 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. setembro 2020 - 21:43
(AFP)

Testes clínicos no Brasil de uma vacina chinesa contra covid-19 mostraram resultados "extremamente positivos" e uma ampla campanha de vacinação pode começar em dezembro, disse o governador de São Paulo, João Doria, nesta quarta-feira (09).

São Paulo, epicentro da pandemia de coronavírus no Brasil, é um dos seis estados onde está sendo testada a vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech.

A vacina produz uma resposta imunológica em 98% dos pacientes com mais de 60 anos de idade, sem efeitos colaterais relatados até o momento, disse Doria.

"Até agora os resultados têm sido extremamente positivos", acrescentou o governador tucano em entrevista coletiva. "Em breve teremos a vacina CoronaVac para imunizar os brasileiros de São Paulo e de todo o país". A perspectiva de entrega é em dezembro deste ano”, afirmou.

A Sinovac firmou parceria com o Instituto Butantan, centro de saúde do estado de São Paulo, para desenvolver a fase 3 dos ensaios clínicos da vacina, última fase que deve ser aprovada para obter a aprovação.

O acordo dá ao Instituto o direito de produzir 120 milhões de doses da vacina, segundo autoridades.

No entanto, a vacina CoronaVac é alvo de uma batalha política no Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro, cujo gabinete tem vivido tensões com a China, criticou a vacina e atacou Doria, um de seus principais adversários políticos, por ter escolhido essa abordagem.

O presidente, por outro lado, destinou 1,9 bilhão de reais para a compra da vacina que a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca desenvolvem em conjunto.

Os ensaios da vacina, que também estava em teste no Brasil, foram suspensos na terça-feira depois que um voluntário desenvolveu uma doença inexplicável, situação descrita pela empresa como "rotineira".

O Brasil é o segundo país em número de vítimas fatais da pandemia, depois dos Estados Unidos, com mais de 127 mil mortes, e o terceiro em número de infectados, com 4,1 milhões de casos.

O país tornou-se o epicentro dos testes para as vacinas mais avançadas contra a covid-19.

A empresa de medicina diagnóstica Dasa e a fabricante de vacinas dos EUA COVAXX anunciaram um acordo nesta quarta-feira para começar os testes das fases 2 e 3 de sua nova vacina contra o coronavírus no Brasil.

COVAXX, subsidiária da US United Biomedical, planeja aplicar a vacina em pelo menos 3.000 voluntários no Brasil.

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