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Ativistas opositores venezuelanos durante protesto contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas, em 8 de maio de 2017

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Com um cocar e um colar de pedras negras, o governador de origem indígena do estado venezuelano do Amazonas, Liborio Guarulla, lançou nesta terça-feira uma "maldição" contra o governo do presidente Nicolás Maduro, após ser inabilitado de exercer cargos públicos por 15 anos pela Controladoria.

"Vou convocar meus ancestrais, meus xamãs, para que a maldição do Dabucurí caia sobre esta gente que têm nos feito maldade", disse o governador Guarulla, enquanto agitava com a mão direita uma maraca adornada com plumas.

"Garanto que não morrerão sem tormento, afirmo que antes de morrer começarão a sofrer e sua alma vai vagar pelos locais mais obscuros e pestilentos antes de poder fechar os olhos", ameaçou Guarulla em uma insólita entrevista coletiva.

Guarulla é o segundo líder opositor inabilitado pela Controladoria em meio a onda de protestos contra Maduro, iniciada em 1º de abril passado, após o ex-candidato presidencial Henrique Capriles.

"Assim como eles acreditam que têm um poder material, nós temos um poder espiritual e nossa gente tem nos protegido e vai seguir nos protegendo", afirmou Guarulla, acompanhado de outros líderes indígenas.

O Dabucurí é um ritual da selva amazônica e segundo a crença local, suas "vítimas" perdem as riquezas e têm uma vida repleta de dor.

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