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A presidente da Assembleia Constituinte, Delcy Rodríguez, em Santo Domingo, em 13 de setembro de 2017

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Os governadores eleitos nas eleições regionais de domingo na Venezuela serão juramentados ante a Assembleia Nacional Constituinte na terça-feira, informou nesta segunda-feira sua presidente, Delcy Rodríguez.

"Amanhã a Assembleia Nacional Constituinte realizará sessão e ali serão juramentados os governadores e as governadoras que conforme os resultados anunciados civicamente pelo poder eleitoral foram anunciados", expressou Rodríguez em coletiva de imprensa com a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena.

A oposição reiterou que seus governadores -cinco dos 23 que se elegeram- não serão juramentados ante a Constituinte, que considera eleita de forma fraudulenta, o que poderia abrir um novo capítulo na crise política venezuelana.

Segundo o CNE, o oficialismo conquistou 17 governos e a oposição cinco, embora não tenha adjudicado o estado Bolívar (sul), que dirigentes governistas garantem que também ganharam.

Um grupo de opositores venezuelanos protestava nesta segunda nos arredores do poder eleitoral do estado, para reivindicar o estado.

Andrés Velásquez, candidato da opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), disse à AFP que tem as atas que demonstram sua vitória na eleição do estado e que exige do CNE o reconhecimento.

"Até quando o silêncio?, Por que se escondem? Aqui estamos, vamos brigar, temos os números, as atas e vamos defender essa vitória", expressou o dirigente por telefone.

Velásquez disse que quando os manifestantes tentaram se aproximar da sede regional do CNE, militares impediram com bombas de gás e cassetetes.

Segundo Rodríguez, no processo eleitoral de domingo "não houve espaço para fraude", em referência às denúncias da opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que não reconhece os resultados.

"Dos 22 processos eleitorais (que foram feitos desde 1999) desconheceram (a oposição) todas as eleições em que não se viram favorecidos", indicou.

Rodríguez assegurou que a Constituinte -desconhecida pela MUD e vários países americanos e europeus- incorporá as auditorias ao processo eleitoral que está por realizar.

"O sistema eleitoral venezuelano é o melhor do mundo, o mais transparente, o mais seguro", acrescentou.

As eleições de governadores foram adiantadas de dezembro para outubro pela Constituinte -integrada só por chavistas-, mas deveriam ter sido realizadas no final de 2016 por mandato constitucional.

Segundo Rodríguez, na votação os venezuelanos "deram uma mensagem anti-imperialista".

Os governadores dos 23 estados foram eleitos, por um período de quatro anos, depois de dois meses de trégua após os protestos que deixaram 125 mortos entre abril e junho.

Antes da eleição, o chavismo tinha 20 estados e a oposição três.

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AFP