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A presidente argentina, Cristina Kirchner

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O governo argentino preparava com cautela o retorno da seleção a Buenos Aires, na próxima segunda-feira, com uma agenda que exclui a presidente Cristina Kirchner de qualquer celebração oficial para receber os jogadores, informou uma fonte do governo à AFP.

Kirchner também não pretende viajar ao Rio de Janeiro para assistir no domingo a final da Copa do Mundo entre Argentina e Alemanha, segundo uma carta que enviou à presidente Dilma Rousseff em resposta ao convite feito pelo governo brasileiro.

A Argentina não enviará nenhum representante para a cerimônia de entrega da taça de campeão da Copa do Mundo. Segundo a imprensa argentina, o governo teme ser acusado por "mau agouro" caso a albiceleste seja derrotada na final.

Kirchner afirma na carta a Dilma que estará no domingo e na segunda-feira em Rio Gallegos, capital de Santa Cruz e reduto político e familiar dos Kirchner na Patagônia argentina.

A presidente, de 61 anos, que receberá neste sábado o presidente russo Vladimir Putin, depois de quase duas semanas abalada por uma faringite aguda, disse que deseja estar com a família porque seu neto Néstor Iván, completará um ano.

De acordo com fontes da presidência, Cristina Kirchner não estará na capital na segunda-feira, data da volta da seleção a Buenos Aires, onde se espera grande comoção popular para receber os jogadores independente do resultado de domingo.

É uma incógnita se a equipe será recebida na Casa Rosada por algum outro funcionário do governo.

Embora tenha se especulado sobre um encontro, a mandatária também não se despediu dos atletas antes da viagem da seleção para o Brasil, quando eles faziam a preparação em Ezeiza, 30 km ao sul de Buenos Aires.

De Rio Gallegos a presidente viajará na terça-feira ao Brasil para participar na quarta-feira em Brasília da cúpula dos BRICS, segundo informações oficiais.

Neste sábado, Kirchner recebe Putin na sede do governo, onde oferecerá um jantar de gala para o qual estão convidados os presidentes do Uruguai, José Mujica; da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Nicolás Maduro.

Por enquanto apenas Mujica confirmou presença.

AFP