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Governo chileno admite situações que 'parecem violações' dos DDHH

Manifestantes entram em conflito com a polícia de choque durante protestos contra as políticas econômicas do governo, nos arredores do palácio presidencial de La Moneda, em Santiago afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. outubro 2019 - 13:09
(AFP)

O governo chileno admitiu nesta terça-feira situações envolvendo as forças da ordem que "parecem ser violações dos direitos humanos" durante a atual onda de protestos no país.

"Ocorreram situações que efetivamente, aparentemente, podem ser violações dos direitos humanos", declarou o ministro da Justiça e Direitos Humanos, Hernán Larraín, após reunião com representantes do Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH, estatal).

Após o encontro, Sergio Micco, diretor do INDH, garantiu que durante os dias de manifestações ocorreram "mais queixas por torturas, crueldades e atos degradantes do que durante todo o ano de 2018".

Micco também destacou que dos cerca de 1.200 feridos, 571 foram por "armas de fogo, balas e tiros de cartucho".

"Os números falam por si só (...). É uma situação de graves violações dos direitos humanos", disse Micco sobre a ação da polícia durante a onda de protestos deflagrada no dia 18 de outubro, que levou o governo a colocar os militares nas ruas pela primeira vez desde a volta da democracia, em 1990.

O encarregado de campanhas táticas e resposta da Anistia Internacional (AI), César Marín, declarou à AFP que está especialmente preocupado com as "denúncias de tortura sexual, uso excessivo da força e lesões oculares" por tiros de cartucho, e que "as mortes por ação direta de militares e policiais é o exemplo mais extremo de uma resposta inadequada".

Cinco das 20 mortes ocorridas durante a crise foram provocadas por militares e policiais, informou o INDH.

Durante os protestos desta terça-feira, em Santiago, um observador do INDH ficou ferido por um tiro de cartucho em torno do Palácio de La Moneda.

Em mensagem nas redes sociais, o ministro do Interior, Gonzalo Blumel, lamentou o fato e pediu à polícia "que realize as investigações correspondentes" para esclarecer a origem do disparo.

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