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Governo da Colômbia e ELN concluem diálogo de paz sem cessar-fogo

O chefe da delegação do governo colombiano nas negociações de paz com a guerrilha do ELN, Gustavo Bell (E), e seu contraparte do último grupo rebelde da Colômbia, o Exército de Libertação Nacional (ELN), Pablo Beltrán (D), em Havana, 1º de agosto de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. agosto 2018 - 22:52
(AFP)

O governo colombiano em fim de mandato e a guerrilha do ELN concluíram as negociações de paz em Cuba sem ter alcançado um cessar-fogo, deixando o futuro do processo nas mãos do novo presidente, revelou nesta quarta-feira (1) o presidente Juan Manuel Santos.

"O que esperamos é que o novo governo decida se vai continuar. Eu espero que o faça, com o que falta - que é muito pouco, eu diria que uns 10% - para iniciar o cessar-fogo real e verificável e continuar com o restante da agenda", afirmou o presidente a seis dias de transmitir o poder para o opositor Iván Duque.

Santos assegurou que até a noite de terça-feira, em Havana, as partes tinham bem definido como se desenvolveria a nova trégua bilateral e temporária, mas que a mesma não pôde ser concretizada pela falta de um acordo na verificação internacional a cargo da ONU.

"Para verificar são necessários alguns protocolos, uns procedimentos muito precisos para que não haja equívocos" e que todo mundo "fique tranquilo", acrescentou.

O presidente assegurou que os protocolos foram exigidos "primordialmente" pelas Nações Unidas, que monitoraria a trégua juntamente com a Igreja católica.

"Nós dissemos, se há acordo entre o ELN e a ONU sobre os protocolos, nós avalizamos estes acordos e podemos iniciar o cessar-fogo", afirmou.

A organização internacional destacou que se deveria consultar o governo do conservador Duque se está de acordo com os procedimentos para o novo cessar-fogo.

"Seria realmente contraproducente assinar algo que o novo governo não avalize (...) Seria desfazer tudo, gerar expectativas muito além do real e do conveniente", explicou Santos.

O presidente em fim de mandato ordenou o retorno nesta mesma quarta-feira de seus negociadores a Bogotá para que elaborem um informe para o novo governo sobre o estado das conversações, iniciadas formalmente em 2017.

Santos assegurou que sua delegação em Cuba deixou "bases muito avançadas" sobre o ponto da agenda de negociações que se refere à participação da sociedade na construção de paz.

O presidente eleito, afilhado político do ex-presidente Álvaro Uribe, prometeu endurecer as condições dos diálogos com o Exército de Libertação Nacional (ELN).

Além disso, afirmou que vai alterar trechos do histórico acordo de paz que desarmou e transformou em partido político a ex-guerrilha das Farc.

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