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O presidente equatoriano, Rafael Correa (D), o representante do governo colombiano, Juan Camilo Restrepo (C), e o representante da guerrilha ELN, Pablo Beltrán (E), em Quito, em 16 de maio de 2017

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O governo da Colômbia e o ELN reiniciaram nesta terça-feira em Quito os diálogos para superar meio século de conflito, em um segundo ciclo de discussões para diminuir a violência, indicaram ambas as partes.

Delegados do governo de Juan Manuel Santos e do Exército de Libertação Nacional (ELN), única guerrilha ativa na Colômbia, se reuniram com o presidente em fim de mandato Rafael Correa, anfitrião e facilitador das negociações iniciadas em fevereiro.

"Espero que possamos chegar a um acordo sobre um cessar-fogo bilateral para acompanhar estas discussões desde o início", declarou a repórteres Pablo Beltrán, chefe da delegação de paz do ELN.

O líder rebelde garantiu que o ELN procura negociar um cessar-fogo recíproco.

Por sua vez, Juan Camilo Restrepo, chefe negociador de Santos, manifestou o desejo do governo colombiano de "prosseguir" com os esforços para alcançar a paz, cujas negociações acontecem sem uma trégua com o ELN.

"Nós viemos para este segundo ciclo determinados a alcançar acordos concretos de desescalada (da violência) e de proteção da população civil à luz do direito internacional humanitário", indicou o governo em um comunicado.

Santos, determinado a alcançar a "paz" na Colômbia após selar em novembro um pacto histórico com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a principal e mais antiga guerrilha do continente, saudou no Twitter a retomada das negociações e agradeceu o apoio de Correa.

O presidente eleito equatoriano, Lenín Moreno, que toma posse em 24 de maio, garantiu recentemente que "o Equador é a sede permanente dos diálogos de paz".

A fase pública das negociações, das quais o Equador é fiador, juntamente com o Brasil, Cuba, Chile, Noruega e Venezuela, começou em 8 de fevereiro em Quito, após quase quatro anos de contatos confidenciais.

Esta segunda rodada começou com um café da manhã com Correa e vai continuar na quarta-feira em uma antiga fazenda dos Jesuítas em Sangolquí, nos arredores de Quito.

O sangrento conflito armado na Colômbia deixou 220.000 mortos, 60.000 desaparecidos e 6,9 ​​milhões de deslocados.

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