Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Danilo Hernández, comandante da Frente de Guerra Ocidental Resistência Cimarrón do Exército de Libertação Nacional (ELN), durante entrevista à AFP, em Alto Baudo, no dia 26 de janeiro de 2017

(afp_tickers)

Representantes do governo da Colômbia e das Farc realizarão um "conclave" neste final de semana, em Cartagena, para analisar a aplicação do acordo de paz, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais.

Funcionários ligados ao encontro indicaram que a delegação do governo será integrada pelo Alto Comissário da Paz, Sergio Jaramillo, o Alto Conselheiro para o Pós-conflito, Rafael Pardo, e o ministro do Interior, Juan Fernando Cristo.

Por parte das Farc, se espera a participação de membros do Secretariado, a cúpula da organização, liderados pelo líder máximo da guerrilha, Rodrigo Londoño ("Timochenko"), que virá de Havana.

O grupo rebelde confirmou no Twitter que "neste momento viajam para Cartagena integrantes do Secretariado de @FARC_EPueblo para reunirse com @JuanManSantos".

O governo de Juan Manuel Santos firmou em novembro passado um histórico acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), principal e mais antiga guerrilha do país, que agora transita para a vida política e sem armas.

O governo não confirmou a presença de Santos, que nesta sexta-feira estava em Cartagena e afirmou durante um ato oficial que o acordo de paz com as Farc não será renegociado.

"Não vamos renegociar nem abrir a porta para a renegociação dos acordos, mas se for possível melhorá-los, será positivo, mas tem que ser algo de comum acordo entre as partes", declarou Santos.

Sergio Jaramillo informou à imprensa que "a ideia é reunir a comissão de acompanhamento (do acordo) para ver o panorama de onde estamos com os diferentes pontos de implementação, as obrigações do governo e as obrigações das Farc; e adotar decisões para aproveitar ao máximo este ano".

"O que queremos é passar do papel à ação, implementar os acordos e é sobre isto que vamos trabalhar neste final de semana".

"Será uma reunião de balanço e para destravar as coisas", disse à AFP um dos participantes, que pediu para não ser identificado.

Um dos temas do debate será a situação das zonas de concentração da guerrilha, onde o desarmamento - sob a supervisão da ONU - deve estar concluído no final de maio.

As obras de adequação dos 26 locais onde se agruparão quase 7 mil membros das Farc avançam, mas ocorrem atrasos por problemas logísticos.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP