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(Arquivo) Manifestantes e policiais entram em confronto durante protesto contra mineradora, em Arequipa, Peru, no dia 14 de maio de 2015

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O governo peruano declarou nesta terça-feira estado de emergência em seis províncias do sudeste do Peru onde se realizam protestos contra o maior projeto de mineração do país - filial da gigante chinesa Minmetals - que já deixaram quatro mortos.

"Declara-se por 30 dias o estado de emergência nas províncias de Cotabambas, Grau, Andahuaylas e Chincheros, do departamento [estado] de Apurímac e nas províncias de Chumbivilcas e Espinar, no departamento de Cusco. A polícia manterá o controle interno com apoio das Forças Armadas", destacou a norma.

Com esta disposição foram suspensos os direitos de liberdade pessoal e de reunião, além da inviolabilidade de domicílio.

Os enfrentamentos, que deixaram quatro mortos, segundo fontes oficiais, começaram na tarde de segunda-feira, com moradores que rejeitam a construção de uma usina de tratamento de minerais no maior projeto de mineração do país, a jazida de cobre Las Bambas, de propriedade do consórcio MMG, filial da chinesa Minmetals, porque consideram que contaminará a água e seus cultivos.

O projeto fica entre as províncias de Cotabambas e Grau, na região de Apurímac, e foi vendido pela Glencore Xtrata ao consórcio MMG em abril de 2014 por quase 6 bilhões de dólares. É a maior aquisição no exterior da indústria mineradora chinesa.

O presidente Ollanta Humala lamentou na noite de segunda-feira os enfrentamentos e destacou, ainda, que o ministério de Minas e Energia busca uma solução para a situação, em um momento em que os moradores exigem a presença das autoridades.

O governador de Apurímac, Wilber Venegas, disse que em Challhuahuacho moradores de diversas comunidades reiniciaram os protestos contra a construção da usina, apesar da declaração de emergência.

Ele assegurou que o problema dos protestos parte da falta de diálogo entre o governo e a população. Imagens de TV mostravam nesta terça-feira policiais dispersando manifestantes usando bombas de gás lacrimogêneo.

"Não houve uma explicação clara sobre a construção da usina e o estudo de impacto ambiental", informou Venegas.

Segundo a declaração do estado de emergência, as Forças Armadas devem garantir o funcionamento dos serviços públicos, resguardando os pontos críticos vitais como estradas ou pontes. Ficam suspensos, ainda, os direitos de liberdade pessoal e de reunião, além da inviolabilidade de domicílio.

AFP