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Grávida faz teste gratuito para possível detecção do vírus da Zika em Miami Beach

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O Ministério da Saúde declarou nesta quinta-feira o fim da Emergência Nacional em Saúde Pública para o zika e a microcefalia associada a esse vírus, um ano e meio depois do surto de casos que colocou o país em alerta.

A decisão foi notificada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e se deve principalmente à "diminuição dos casos de zika e microcefalia em todo o país", informou o órgão em um comunicado.

"O fim da emergência não significa o fim da vigilância ou da assistência" às famílias afetadas, assegurou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Adeílson Cavalcante.

O Brasil manterá as medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite o zika, a dengue e a chikungunya.

O ministério ressaltou que, desde o início deste ano até meados de abril, o Brasil registrou 7.911 casos de zika, uma queda de 95,3% em relação ao mesmo período no ano passado, quando houve 170.535 casos.

O número de novos casos de bebês com microcefalia também diminuiu desde maio de 2016, segundo os dados oficiais.

Desde janeiro, o número de casos de recém-nascidos com essa malformação congênita subiu 2% a cada mês, enquanto que no auge da epidemia, no final de 2015, se registrava um aumento mensal de 135%.

Desde o início das investigações, em novembro de 2015, 13.490 casos de microcefalia foram notificados ao Ministério da Saúde, que confirmou 2.653 deles. Atualmente, continuam em investigação 2.837 casos de suspeita da doença em todo o país.

O vírus da zika, descoberto em 1947 em uma floresta da Uganda, começou a se propagar no início de 2015 no nordeste brasileiro, e rapidamente se tornou uma epidemia que se estendeu por toda a América Latina.

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