Navigation

Governo enviará à China dois aviões para repatriar brasileiros

(Arquivo) O ministro Fernando Azevedo e Silva e o presidente Jair Bolsonaro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. fevereiro 2020 - 22:26
(AFP)

O governo enviará nesta quarta-feira dois aviões para repatriar pelo menos 30 cidadãos brasileiros confinados em Wuhan, cidade chinesa epicentro da epidemia do novo coronavírus. Os repatriados permanecerão em quarentena em uma base militar em Anápolis (GO), a 80 km de Brasília.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse a jornalistas que o grupo de repatriados deve chegar no sábado ao Brasil e que a quarentena vai durar 18 dias.

"O presidente (Jair Bolsonaro) aceitou ceder suas duas aeronaves (da frota presidencial), cada uma com capacidade para 30 passageiros", informou o ministro.

Calcula-se que haja o total de 50 brasileiros em Wuhan. Até a tarde desta terça-feira (4) havia 29 brasileiros na lista para repatriação, entre eles sete crianças. Esse número, no entanto, pode aumentar.

"Os brasileiros que desejem retornar devem entrar em contato com a nossa embaixada em Pequim. Faremos tudo de acordo com os parâmetros do governo chinês", declarou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Os aviões, com equipes médicas do Ministério da Saúde e das Forças Armadas, decolarão nesta quarta-feira até às 11h de Brasília, e antes de aterrissar em Wuhan farão escala em Fortaleza, Las Palmas (Espanha), Varsóvia e outra cidade chinesa.

O retorno terá as mesmas escalas.

O governo enviou nesta terça-feira um projeto de lei ao Congresso Nacional com ações de emergência para lidar com a epidemia, prevendo a quarentena dos repatriados e a hospitalização de pessoas que possam apresentar sintomas de coronavírus.

No último domingo, um grupo de brasileiros radicados em Wuhan pediu expressamente ao governo que os ajudassem a sair da cidade, em vídeo no YouTube.

O Brasil não registrou até o momento nenhum caso confirmado do novo coronavírus. Treze pessoas, consideradas casos suspeitos, estavam em observação nesta terça-feira.

O coronavírus provocou até o momento 490 mortes, quase todas em Wuhan.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.