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Pessoas caminham nas ruas de Caracas, no dia 22 de março de 2016

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O governo venezuelano excluiu nesta sexta-feira Caracas do plano de racionamento de energia decretado no dia anterior em 10 dos 24 estados do país, argumentando que a capital é a sede do governo.

Voltando atrás no anúncio feito na quinta-feira, o governo decidiu não implementar a medida na grande Caracas, uma região que compreende o distrito capital e cerca de 16 localidades vizinhas, relatou no Twitter o ministro da Energia, Luis Motta.

Dos cortes que vão começar na próxima segunda-feira também foram dispensados ​​hospitais, aeroportos e instalações das agências de segurança em todo o país, acrescentou o funcionário.

No entanto, os municípios da grande Caracas onde não há "um consumo eficiente" de energia também entraram no racionamento de energia, alertou Motta.

Os apagões foram anunciados devido à seca causada pelo fenômeno climático El Niño, que mantém em níveis críticos a usina hidrelétrica de Guri, que fornece 70% da energia do país.

Motta indicou que 63% do consumo total de eletricidade está concentrado na área residencial, mas disse que a população não tomou consciência da necessidade de economizar.

Portanto, haverá cortes programados de quatro horas por dia durante 40 dias.A medida faz parte de um plano de economia de energia implementado pelo governo de Nicolas Maduro há dois meses, que envolve a redução do horário de trabalho no setor público em 40%.

Além disso, a partir de 1º de maio os relógios vão ser adiantados em 30 minutos, voltando para o fuso horário de quatro horas a menos em relação ao meridiano de Greenwich (-04H00 GMT) para tirar proveito da luz do dia.

O governo também exigiu dos grandes consumidores, como shopping centers e hotéis, que gerem sua própria energia, o que tem feito com que vários estabelecimentos fechem mais cedo.

AFP