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Policiais militares no Rio de Janeiro em 10 de fevereiro de 2017

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O governo federal autorizou nesta segunda-feira o envio de tropas federais para reforçar a segurança no estado do Rio de Janeiro, afetado por uma greve policial.

Na semana passada, Brasília já tinha enviado tropas ao Espírito Santo, ante uma onda de saques e assassinatos ocorridos durante uma greve policial que se prolonga parcialmente.

Temer atendeu a um pedido do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, segundo o Palácio do Planalto.

"A partir deste momento, o Ministério da Defesa aciona as tropas para emprego efetivo", indicou um comunicado dessa pasta, sem oferecer detalhes sobre a dimensão e a duração do operativo.

Esses detalhes devem ser comunicados na manhã de terça-feira em uma conferência de imprensa convocada pelo ministro da Defensa, Raul Jungmann, no Comando Militar do Leste (CML), com sede no Rio.

Mulheres de agentes da Polícia Militar (PM) bloqueiam desde sexta-feira o acesso de vários batalhões, exigindo o pagamento dos salários atrasados para seus maridos, que não têm direito à greve.

"A Polícia Militar está utilizando todos os meios disponíveis para colocar o policiamento nas ruas em locais onde há impasse com os manifestantes", indicou a assessoria de imprensa da PM em um comunicado enviado à AFP.

No domingo à noite, os familiares se concentravam nas portas de 29 dos 100 batalhões do estado do Rio, segundo o portal G1.

No Espírito Santo, o governo federal enviou na semana passada 3.000 efetivos das Forças Armadas para conter a onda de violência, que causou ao menos 146 assassinatos, segundo o sindicato local de policiais civis.

Temer afirmou nesta segunda-feira que "as polícias militares, por disposição constitucional, não podem fazer greve e nem sindicalizar-se".

O que houve no Espírito Santo, "por força de um movimento encabeçado pelas" mulheres, "foi na verdade uma insurgência contra o texto constitucional", acrescentou.

"O governo federal resolveu colocar as Forças Armadas à disposição de toda e qualquer hipótese de desordem nos estados da federação brasileira", indicou Temer.

AFP