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O secretário de Defesa Delfin Lorenzana (e) participa de entrevista coletiva com o chefe das Forças Armadas, Eduardo Ano, na cidade de Clark

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O governo das Filipinas anunciou nesta segunda-feira o fim da batalha contra o grupo Estado Islâmico (EI) na cidade de Marawi, sul do arquipélago, onde mais de mil pessoas morreram em cinco meses.

"Estamos anunciando o fim de todas as operações em Marawi", afirmou o secretário de Defesa, Delfin Lorenzana, à margem da reunião sobre segurança em Clark, cidade do norte das Filipinas.

Lorenzana disse que não há mais combatentes, conhecidos por integrar o grupo de Maute, que ofereceu resistência às forças filipinas, depois de uma violenta batalha final, durante a qual foram recuperados 42 corpos.

"Foram os últimos combatentes de Maute, que estavam entrincheirados em um prédio. Aconteceu um tiroteio e acabamos com eles", disse.

"Todos os terroristas que lutavam contra os militares. Todos os reféns foram resgatados", completou.

No dia 23 de maio, centenas de combatentes que haviam jurado lealdade a grupo Estado Islâmico assumiram o controle de bairros inteiros de Malawi, sul do arquipélago, e utilizaram os civis como escudos humanos.

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, havia anunciado na terça-feira passada a libertação de Marawi da "influência dos terroristas", mas que os combates prosseguiam.

O anúncio aconteceu após a morte do líder do EI no sudeste asiático, Isnilon Hapilon.

Hapilon estava na lista de "terroristas mais procurados". Duterte e os analistas internacionais o consideravam o "emir" regional do EI e o principal líder do grupo extremista para tentar instaurar um "califado" na região.

Os confrontos explodiram em 23 de maio, depois de uma operação para capturar Hapilon, procurado há muitos anos, primeiro como líder do Abu Sayyaf, grupo extremista especializado em sequestros, e depois como chefe regional do EI.

A operação para capturar Hapilon foi um fracasso e provocou a ofensiva dos extremistas em Marawi.

Mais de 400.000 pessoas abandonaram a cidade para fugir dos combates, que deixaram mais de 1.000 mortos em cinco meses.

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AFP