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Governo líbio pede fim de combates em Benghazi entre milícia e islamitas

Homens leais ao general Khalifa Haftar se posicionam durante os confrontos com os islamitas na cidade de Benghazi, em 2 de junho de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. julho 2014 - 19:25
(AFP)

O governo interino líbio pediu neste domingo o fim imediato dos combates entre uma força paramilitar leal a um general dissidente e grupos islamitas em Benghazi (leste), que deixaram uma centena de mortos.

Em um comunicado, o gabinete do primeiro-ministro interino, Abdala al Theniel, convocou "todas as partes a deixar a cidade e pôr um fim imediato aos combates", anunciando que tomou as "medidas necessárias" para restaurar a estabilidade na região.

"Diante da situação dramática que vivem os cidadãos de Benghazi, presas do medo e do terror por causa de combates injustificados", o governo "deu a ordem aos serviços de segurança (...) de garantir a segurança da cidade e tomar as medidas necessárias para restabelecer a estabilidade", diz o comunicado.

Desde que, em 16 de maio, o general dissidente Khalifa Haftar lançou sua operação contra os "grupos terroristas" de Bengazhi, as autoridades líbias anunciaram com regularidade um fortalecimento da segurança na segunda maior cidade do país, sem obter resultados.

Nestes confrontos, segundo fontes médicas, morreram mais de cem pessoas.

Haftar, para quem os grupos islamitas fazem a lei em Benghazi desde a queda do regime de Muamar Kadhafi em 2011, recebeu em sua ofensiva o apoio de várias unidades do exército e da polícia.

Também o ajudaram elementos da Força Aérea líbia, que bombardearam posições dos islamitas.

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