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O presidente cubano, Raúl Castro, em Havana, no dia 8 de julho de 2016

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Na comemoração do 63° aniversário da invasão ao quartel Moncada nesta terça-feira, o governo de Raúl Castro exigiu novamente mais economia e trabalho por parte dos cubanos para enfrentar a "complexa" conjuntura econômica em grande parte gerada pela crise venezuelana.

"Demostremos cada dia em cada posto de trabalho e com fatos concretos que sabemos estar à altura deste novo objetivo", disse o vice-presidente cubano, José Ramón Machado, número dois do Partido Comunista, na comemoração realizada em Sancti Spíritus, a 350 km de Havana.

Raúl, com 85 anos, centrou sua mensagem nas dificuldades financeiras enfrentadas pela ilha pela queda das receitas pelas exportações de níquel e açúcar, e pela diminuição da entrega de petróleo venezuelano, sua principal fonte energética.

Há três semanas Raúl Castro chamou a atenção para a difícil conjuntura na ilha, pedindo aos cubanos que reduzissem "gastos de todo tipo", o que desatou os temores de um novo período de escassez na ilha, de 11,3 milhões de habitantes regida por um modelo socialista.

No mesmo sentido, Machado pediu à população que redobrem seus esforços "na organização, na ordem e na disciplina" das atuais "circunstâncias complexas".

"Ao bloqueio econômico (embargo americano)", vigente desde 1962, "se somam outras dificuldades derivadas da situação internacional, que estão fora de nosso alcance resolver", comentou.

"É preciso ter bem identificados as deficiências e os problemas a resolver, especialmente no campo da economia, saber onde existem potencialidades inexploradas, em quais atividades é possível poupar e elevar a eficiência".

O número dois do comunismo cubano evocou o sacrifício em épocas de dificuldades. "Não podemos esquecer que para tornar realidade oportunidades, direitos e possibilidades, que hoje são vistas como algo normal e que alguns até pensam que caíram do céu, foram necessários rios suor e até muito sangue de muita gente".

O grande ausente na cerimônia foi o principal protagonista do ataque ao quartel, Fidel Castro, que completará 90 anos no dia 13 de agosto. A última vez em que ele compareceu à comemoração foi em 2006, cinco dias antes de entregar o comando da ilha a Raúl.

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AFP