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Manifestantes protestam contra o projeto de mineração Tía María na cidade de Arequipa em 14 de maio

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O governo peruano justificou neste sábado a declaração de estado de emergência na província de Islay, onde quatro pessoas morreram nos últimos dois meses em meio a confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

"Temos feito todos os esforços para evitar essa declaração. Lamentavelmente, a violência e o uso, ao que parece, de cartuchos de dinamite, nos fizeram sentir a necessidade de proteger a população", disse neste sábado à imprensa o presidente Ollanta Humala.

"É para garantir a paz", acrescentou o presidente ao justificar a medida.

O regime de exceção que ficará em vigor até 23 de julho dá plenos poderes às forças armadas e policiais para deter qualquer pessoa suspeita por atos violentos nos protestos contra o projeto de mineração chamado Tía María, executado pela Southern Peru, filial da mexicana Southern Copper (Grupo México), na região de Arequipa.

"Não é simples. Este é um remédio amargo, mas que permitirá curar nossa democracia", explicou à imprensa o ministro da Justiça, Gustavo Adrianzén.

A declaração de estado de exceção foi anunciada na sexta-feira, depois de violentos protestem Cocachacra, local próximo ao do projeto de mineração. Um pessoa morreu durante o enfrentamento entre a polícia e os manifestantes, que tentaram entrar na prefeitura de Cocachacra utilizando cartuchos de dinamite.

Sete pessoas foram feridas no protesto. A vítima fatal de sexta-feira é a quarta registrada desde o início das manifestações contra o projeto de mineração, em 23 de março.

Os manifestantes são contra projeto mineração, alegando que ele afetaria a agricultura e causaria danos ao meio ambiente em Islay.

AFP