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Governo venezuelano divulga vídeo de suposto encontro secreto com Guaidó

(COMBO) Combinação de fotos do presidente interino autoproclamado, Juan Guaidó (E) e do presidente Nicolás Maduro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. janeiro 2019 - 00:02
(AFP)

O governo venezuelano difundiu nesta sexta-feira (25) um vídeo de um suposto encontro entre o poderoso dirigente governista Diosdado Cabello e o presidente interino autoproclamado Juan Guaidó, que previamente negou esta reunião.

As imagens mostram um homem com a cabeça coberta pelo capuz do casaco que, segundo o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, seria Guaidó, líder do Parlamento, de maioria opositora. Atrás dele, pode-se ver o advogado Roberto Marrero, correligionário de Guaidó.

"A mentira tem perna tão curta que no caso do deputado Juan Guaidó, a mentira durou menos de 24 horas", afirmou o ministro.

O encontro teria ocorrido na terça-feira passada em um hotel no leste de Caracas, um dia antes dos protestos opositores convocados por Guaidó. Ao final das manifestações, ele disse que assumia as competências do presidente Nicolás Maduro, alegando que ele está usurpando o poder.

Em entrevista na quinta-feira à emissora Univisión, Guaidó negou o encontro e na manhã desta sexta, mostrou-se evasivo quando perguntado por jornalistas a respeito.

A reunião foi mencionada inicialmente por Cabello na quarta-feira e na sexta Maduro voltou a se referir ao tema.

"Aqui fica demonstrado que não têm palavra", afirmou Rodríguez.

No vídeo de um circuito interno de televisão aparecem Cabello e o dirigente chavista Freddy Bernal, que segundo o ministro foram convidados por Guaidó.

Os funcionários governamentais desafiaram o parlamentar a manter o desmentido, sob pena de difundir as conversas.

"Senhor presidente farsante, o senhor escolhe: saia dizendo que isto é mentira para começarmos a atirar-lhe revelações", ameaçou Cabello.

Guaidó foi reconhecido como presidente interino por Estados Unidos, Canadá e outra dezena de países da região, entre eles o Brasil. Maduro denuncia esta manobra como uma usurpação de funções e um golpe de Estado auspiciado por Washington, com o qual rompeu relações políticas e diplomáticas.

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