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A série de televisão "El Comandante", em Cartagena, no dia 27 de janeiro de 2017

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O governo da Venezuela prestou, neste domingo (5), uma homenagem ao ex-presidente Hugo Chávez no quarto aniversário de sua morte, com a participação dos presidentes de Cuba, Nicarágua e Bolívia.

Como parte do tributo, os presidentes inauguraram em Caracas a XIV Cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América - Tratado de Comércio dos Povos (Alba-TCP).

"Estamos realizando esta cúpula passados quatro anos da partida física do comandante Chávez, sem lugar a dúvidas de um golpe muito duro para os movimentos progressistas da América Latina, do Caribe e do mundo", manifestou Maduro.

Segundo o presidente venezuelano, referindo-se aos Estados Unidos, após a morte de Chávez, "o império" travou "uma descomunal guerra econômica" contra seu país. Guerra essa que ele garante ter contrabalançado com vários esforços, entre eles a criação da Alba-TCP, "base da construção de uma nova América".

Maduro também destacou o apoio a uma "conferência mundial de povos por um mundo sem muros", promovida pela Bolívia, e a designação do ex-ministro boliviano das Relações Exteriores David Choquehuanca como novo secretário-geral da Alba-TCP.

"Nos honra estar nesta terra sagrada, de Simón Bolívar e de Chávez, terra que representa um povo que lutou pela independência da nossa América", declarou o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, à imprensa.

Depois de Ortega, chegaram à Venezuela os presidente Evo Morales (Bolívia) e Raúl Castro (Cuba).

"Viemos acompanhar o povo venezuelano e todo o povo anti-imperialista (...) Todo dia é de luta permanente contra as agressões políticas e econômicas como as dos Estados Unidos. Há países que nunca vão se render, graças à luta de Chávez", afirmou o boliviano Evo Morales.

"A direita dirá: 'agora, o que vão fazer sem Chávez e sem Fidel Castro? Mas lhes dizemos que estamos fortalecidos (...) Hugo nos ensinou a não baixar a voz frente ao império", afirmou Morales na reunião.

O presidente de Cuba, Raúl Castro, afirmou que, graças à "unidade cívico-militar", o governo venezuelano superou "os ataques de seus inimigos" - especialmente os Estados Unidos.

"O muro que se pretende levantar na fronteira norte do México é uma expressão de irracionalidade. Expressamos a solidariedade de Cuba com o povo e o governo mexicanos", ressaltou Castro.

Ele também se solidarizou com o vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, sancionado pelo Departamento americano do Tesouro em 13 de fevereiro passado, acusado de ligação com o tráfico de drogas.

"Graças à unidade, a Revolução Bolivariana sobreviveu (...) às baixezas da OEA [Organização dos Estados Americanos], às irritantes sanções americanas, às recentes acusações contra seu vice-presidente, que apenas querem desviar a atenção dos verdadeiros problemas", completou.

Como já é tradição, o governo fez um ato solene em memória de Chávez no Quartel da Montanha, oeste de Caracas, onde seus restos descansam.

Líder da chamada "Revolução Bolivariana", Chávez presidiu a Venezuela de 1999 a 2013, quando faleceu, aos 58, depois de lutar por quase dois anos contra um câncer.

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AFP