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O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, em Caracas, em 14 de novembro de 2017

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O governo venezuelano protestou nesta terça-feira com embaixadores da União Europeia (UE) pelas sanções do bloco comunitário, que incluem um embargo sobre a venda de armas.

"Manifestamos nosso enérgico protesto e rejeição às pretendidas sanções", disse o chanceler Jorge Arreaza, depois de se reunir com os diplomatas na sede do ministério das Relações Exteriores em Caracas.

Os chanceleres da UE aprovaram na segunda-feira um embargo de armas e material para "a repressão interna", e um marco jurídico para futuras sanções contra "responsáveis de graves violações dos direitos humanos" na Venezuela.

"Que tivessem aplicado essa restrição a um governo da União Europeia que há uns dias utilizou as equipes de choque para evitar que o povo fosse às urnas", afirmou Arreaza em referência ao conflito na Catalunha (Espanha).

O chanceler opinou que as sanções foram "inoportunas" por terem sido anunciadas no mesmo dia de uma reunião em Caracas entre o governo e credores da dívida externa.

Também criticou que tenham ocorrido dois dias antes de um possível encontro com a oposição venezuelana na República Dominicana, para iniciar negociações que ponham fim à crise política.

"Estão alinhados com a administração do presidente Donald Trump", reiterou o chanceler, em referência às sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra o presidente Nicolás Maduro e vários funcionários venezuelanos.

Essas medidas incluem uma proibição aos americanos para negociar uma nova dívida pública venezuelana.

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AFP