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Um caixa conta dólares em uma casa de câmbio, em Caracas, no dia 19 de fevereiro de 2015

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As quantidades de dólares subsidiados autorizadas na Venezuela para viagens ao exterior sofreram cortes de até 70%, segundo uma medida divulgada nesta sexta-feira por autoridades financeiras, em meio à severa crise econômica que atinge o país.

O Centro Nacional de Comércio Exterior (Cencoex) e o ministério da Economia e Finanças publicaram na diário oficial venezuelano as novas quantias para os viajantes à taxa denominada Sicad, de 12 bolívares o dólar, umas das três taxas oficiais vigentes na Venezuela. Os economistas consideram que essa taxa está sobrevalorizada.

O destino que sofreu o corte mais acentuado foi os Estados Unidos, que passou de 2.500 dólares anuais para 700. No ano passado, só o estado da Flórida, um dos mais visitados pelos venezuelanos, já havia ficado limitado a 700 dólares, mas para o resto do país eram autorizados 2.500.

As quantias variam dependendo da estadia e do destino. Por exemplo,para África, Ásia, Europa e Oceania serão autorizados 1.000 dólares para sete dias de viagem, contra os 2.000 de antes.

As maiores restrições corresponde, a destinos como Colômbia, Panamá e ilhas do Caribe, com autoriações de 300 dólares para viagens de até três dias. Isso representa uma redução de 200 dólares em relação às quantias anteriores.

Na Venezuela vigora um controle de câmbio há mais de uma década. Até 2009, os venezuelanos podiam adquirir 5.000 dólares anuais para viajar, mas nos últimos anos foram aplicados diversos cortes.

As receitas da Venezuela têm sido seriamente prejudicadas pela queda dos preços do petróleo, e o país vive uma crise econômica marcada por uma inflação de 68,5% em 2014 e uma aguda escassez de alimentos e medicamentos.

Na Venezuela há três taxas de câmbio oficiais: 6,30 bolívares o dólar para setores de alimentos e medicamentos; cerca de 12,00 para outros produtos e para turistas; e chamado Simadi, a 193,84 bolívares e que permite a livre compra e venda de divisas mas em quantidades limitadas.

A isso se soma um mercado negro em que a divisa americana supera os 250 bolívares.

A sobrevalorização da divisa venezuelana torna muito barata a compra de dólares para turistas, mas requer um penoso trâmite burocrático, que pode durar meses.

A diferença entre as taxas de câmbio oficiais e o mercado negro desencadeou uma onda de especulação de viajantes que quando voltam de viagem ao país revendem suas divisas no mercado negro.

AFP