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Grã-Bretanha emite pela primeira vez um bônus islâmico

Homens muçulmanos rezam em Eid Al-Fitr, na mesquita do Regent Park, em Londres, em 19 de agosto de 2012 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. junho 2014 - 19:48
(AFP)

Nesta quarta-feira, a Grã Bretanha emitiu pela primeira vez fora do mundo muçulmano um "sukuk", um bônus que segue os princípios islâmicos, consolidando a City londrina neste mercado.

"O governo consolida hoje a posição da Grã-Bretanha como plataforma ocidental das finanças islâmicas ao ser o primeiro país fora do mundo muçulmano a emitir um 'sukuk' soberano", disse o tesouro britânico em comunicado.

A emissão do 'sukuk', que vence 22 de julho de 2019, permitiu ao tesouro britânico captar 200 milhões de libras (cerca de 250 milhões de euros).

Este bônus tem a particularidade de não pagar juros, proibidos pela lei islâmica, e é remunerado com um sistema especial de dividendos.

O rendimento do 'sukuk' britânico é de 2,036% e está ligado a ativos imobiliários do governo para evitar o pagamento de juros.

"A emissão do primeiro 'sukuk' na Grã-Bretanha responde ao compromisso do governo de transformar o país no centro ocidental das finanças islâmicas", disse o ministro britânico de Finanças, George Osborne.

Na Grã-Bretanha há mais de 20 bancos que já oferecem produtos financeiros islâmicos e há cinco anos 49 bônus islâmicos são negociados na Bolsa de Londres pelo valor de 34 bilhões de dólares.

De acordo com cifras do governo britânico, o setor representará neste ano um volume de negócios de 1,3 trilhão de dólares.

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