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Essa solução, usada na década de 80 para os países periféricos, permitiria "preservar os avanços alcançados nas reformas" pelas autoridades gregas e "evitar uma situação financeira potencialmente desordenada em julho"

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O Fundo Monetário Internacional afirmou nesta quinta-feira que uma nova crise poderá ser evitada na Grécia com um compromisso aceitável para os alemães.

A uma semana de uma reunião crucial do Eurogrupo sobre a dívida grega, o FMI lançou mão de um antigo mecanismo que permitiria vencer a resistência de Berlim e desbloquear empréstimos vitais para Atenas.

Concretamente, o Fundo daria seu "acordo de princípio" à sua participação no plano de 86 bilhões de euros acordado pela zona do euro em 2015, mas sem desembolsar um centavo e sem declarar "sustentável" a dívida do país, contrariamente a suas práticas habituais.

Essa solução, usada na década de 80 para os países periféricos, permitiria "preservar os avanços alcançados nas reformas" pelas autoridades gregas e "evitar uma situação financeira potencialmente desordenada em julho", argumentou nesta quinta-feira Gerry Rice, porta-voz do FMI.

O recurso busca satisfazer a Alemanha, que exige a presença do Fundo antes de desembolsar mais recursos. Liderados por Berlim, os europeus se negaram até agora a entregar outra parcela a Atenas, quando o país, ajudado desde 2010, deve reembolsar em julho 7 bilhões de euros.

"Acreditamos que nossos sócios europeus poderão avançar se decidirmos adotar este acordo de princípios, que eles poderão efetuar uma entrega sobre esta base", disse o porta-voz.

Esta solução permitiria ao Fundo não se comprometer financeiramente enquanto os europeus não chegarem a um acordo formal sobre um alívio da dívida, pondo fim a bloqueio potencialmente perigoso.

"Isso evitaria uma situação desestabilizante em julho. Já aconteceu no passado e penso que é bom evitar tensões financeiras na Grécia", afirmou Rice.

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