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O premier grego, Alexis Tsipras

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A Grécia voltará, nesta terça-feira, ao mercado de títulos, após três anos afastada. O retorno é um importante teste da confiança dos mercados no país, após duras reformas do governo de Alexis Tsipras.

Atenas anunciou, nesta segunda, que vai emitir um bônus a cinco anos, com taxa de juros de 4,75%.

O governo espera que a taxa de retorno, inversamente proporcional à confiança dos mercados, fique abaixo dos 4,95%, a mesma da última emissão a cinco anos, em abril de 2014, pelo governo de direita de Antonis Samaras.

"Nosso único critério é preparar o país para o fim definitivo dos programas" de resgate à Grécia, garantiu o porta-voz do governo, Dimitris Tzanakopoulos. A expectativa é, por meio do mercado de títulos, conseguir novas fontes de financiamento para o país.

BNP Paribas, Citigroup, Deutsche Bank, Goldman Sachs, HSBC e Merrill Lynch foram escolhidos para tratar das vendas, segundo o Ministério das Finanças.

Atenas também convidou os portadores de títulos com vencimento em 2019 a mudar para uma oferta pública.

"O valor de compra (dos bônus de 2014) será de 102,6% do valor nominal", disse o ministério.

A meta do primeiro-ministro Alexis Tsipras é um rendimento menor, segundo relatórios.

A Grécia atualmente não precisa de empréstimos dos mercados de títulos, mas o país busca um marco simbólico.

O Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) vai continuar oferecendo empréstimos a juros baixos (0,8% e 1,8%) aos gregos até o fim do programa de resgate, em julho de 2018.

AFP