Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O premier grego, Alexis Tsipras (e), recebe o comissário europeu Pierre Moscovici em Atenas

(afp_tickers)

Após uma longa ausência dos mercados e uma série de bons resultados econômicos, a Grécia emitiu títulos a cinco anos, nesta terça-feira (25) - a primeira vez desde 2014.

A emissão de 3 bilhões de euros em bônus com taxa de juros de 4,625% foi um "sucesso absoluto", disse o governo grego em um comunicado, o que "confirma o bom desempenho da economia".

Já o ministro grego das Finanças, Euclide Tsakalotos, afirmou que a emissão foi "satisfatória".

A demanda total da emissão, que combina novos bônus e o intercâmbio de títulos emitidos em 2014, alcançou 6,5 bilhões de euros, indicou à AFP Frédéric Gabizon, responsável pela operação no banco HSBC.

A taxa de 4,625% é inferior aos 4,95% dos bônus emitidos em abril de 2014, sob o governo de coalizão de conservadores e socialistas dirigido por Antonis Samaras.

O comissário europeu dos Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, visitou Atenas nesta terça e garantiu estar convencido de que o país vai conseguir se financiar nos mercados a partir de agora, de forma independente.

Apesar do retorno, a Grécia ainda é beneficiária de empréstimos internacionais a juros mais baixos, pelo plano de resgate ao país, que vai até agosto de 2018.

O governo de esquerda do primeiro-ministro Alexis Tsipras, no poder desde 2015, quer aproveitar a volta ao mercado para melhorar a popularidade de seu partido Syriza.

Nos dois últimos anos, a legenda sofreu uma grave queda de popularidade, devido à aplicação de duras medidas exigidas pela zona do euro e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para autorizar um terceiro plano de resgate.

"Estamos vendo uma melhora espetacular da situação da Grécia", disse Moscovici em uma reunião com o presidente grego, Prokopis Pavlopoulos.

O comissário europeu também comemorou o acordo com o FMI na semana passada. O Fundo agora está disposto a participar do programa de resgate à Grécia.

"A Grécia votou 140 medidas [de reforma econômica], o país está numa posição excelente, o FMI também está de acordo", disse Moscovici, que vai se reunir com Tsipras durante o dia.

"Desde a minha primeira visita, em fevereiro, vimos avanços importantes e muito positivos", disse o comissário.

A Grécia também se beneficiou de uma queda significativa dos juros sobre seus títulos a dois e dez anos.

"Atravessamos um período longo e difícil" desde a crise da dívida de 2010, lembrou ele.

Moscovici ressaltou que o déficit do país passou de 15% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2009, para um superávit primário (que não considera o pagamento de juros da dívida) de 0,7%, em 2016.

Para 2017, as previsões econômicas também são otimistas, com o governo estimando um superávit de 2% e expansão do PIB de 2,1%.

AFP