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Civis enfrentam a polícia em frente a uma seção eleitoral em Barcelona

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Grandes sindicatos e organizações sociais convocaram neste domingo (1), em um comunicado conjunto, uma greve geral na Catalunha para terça-feira (3), devido à atuação policial para impedir a realização de um referendo de independência proibido pela Justiça.

"Condenamos energicamente a violência exercida por parte das forças de segurança do Estado para tentar impedir o referendo de 1º de outubro", afirmou o comunicado de uma plataforma que reúne 44 associações, entre elas os dois grandes sindicatos União Geral de Trabalhadores (UGT) e Comissões Operárias (CCOO).

"Convocamos toda a sociedade, patronais, empresários, sindicatos, trabalhadores, autônomos, entidades, instituições e todas e todos os cidadãos da Catalunha a uma greve no país na terça-feira, dia 3 de outubro", afirmaram.

Envolvido há anos em um conflito crescente com o governo conservador de Mariano Rajoy, o Executivo desta rica região do nordeste da Espanha celebrou neste domingo uma consulta sobre a independência, apesar da proibição do Tribunal Constitucional.

Para tentar impedir sua realização, agentes da Polícia Nacional e da Guarda Nacional espanholas entraram à força em algumas seções de votação para confiscar as urnas e outros materiais eleitorais, comprovaram jornalistas da AFP.

Em alguns casos, investiram contra grupos que opuseram resistência, disparando balas de borracha, segundo testemunhas.

A polícia tentou retirar as pessoas que impediam sua entrada aos centros de votação, empurrando-as ou arrastando-as. Vídeos exibidos nas redes sociais mostraram os agentes, inclusive, agredindo alguns ativistas com cassetetes.

Um total de 844 pessoas receberam "assistência de saúde" relacionada com estas investidas policiais, informou o governo regional catalão, segundo o qual, há dois feridos graves entre os mais de 90 registrados.

"As atuações policiais para desalojar violentamente milhares de pessoas que se reuniram nas seções da Catalunha e para apreender material para a votação são absolutamente inadmissíveis e são uma violação dos direitos civis e políticos e da convivência da sociedade catalã", denunciou o comunicado.

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AFP