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Manequins "grávidas" são vestidas com uniforme escolar para alertar sobre gravidez precoce, em Caracas, no dia 6 de novembro de 2014

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Duas organizações internacionais manifestaram nesta quinta-feira sua preocupação com os altos índices de gravidez na adolescência na América Latina e no Caribe, principalmente em Guatemala, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Equador, Bolívia e Colômbia.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a ONG Plan International alertaram sobre o problema em um estudo que posiciona a região como a "de maior fecundidade adolescente no mundo após a África subsaariana".

Segundo o relatório "Vivências e relatos sobre a gravidez em adolescentes", os países com maiores percentuais de mães jovens são Nicarágua (28%), Honduras (26%), República Dominicana (25%), Guatemala e El Salvador (24%), Equador (21%), Bolívia e Colômbia (20%).

As causas da gravidez em adolescentes são principalmente o casamento infantil, a desigualdade de gênero, obstáculos aos direitos humanos, pobreza, violência e coação sexual, entre outros fatores, segundo o documento.

Na Guatemala, a pesquisa destaca que em 2014 foram registrados 74.000 partos em adolescentes entre 15 e 19 anos e 5.119 em meninas menores de 14 anos.

"Na Guatemala este fenômeno é alarmante, já que afeta a vida e o futuro das meninas e adolescentes que engravidam, muitas delas vítimas de violência, assim como suas filhas e filhos, roubando sua infância, educação e oportunidades para a vida", disse durante a apresentação do relatório José Campang, gerente de programas da Plan International, organização que defende os direitos da criança.

O estudo recomendou às autoridades da região intensificar as políticas públicas para erradicar o fenômeno.

"A sociedade guatemalteca tem um papel fundamental para erradicar o drama da gravidez de meninas e adolescentes. As e os guatemaltecos devem abrir os olhos e mudar suas atitudes para não tolerar esta grave violação", apontou Christian Skoog, representante na Guatemala de Unicef.

AFP