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Central nuclear de Belleville-sur-Loire, no centro da França, em 15 de março de 2011

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Especialistas consultados pelo Greenpeace alertaram, em um informe revelado nesta terça-feira (10), sobre as falhas de segurança das centrais nucleares na França, expostas a ataques ou a atos mal-intencionados.

Os sete especialistas em segurança nuclear de França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos se interessaram, em particular, pela capacidade de resistência das piscinas de armazenamento do combustível nuclear usado. Uma mesma análise foi realizada nas centrais belgas de Doel e Tihange.

O parque nuclear francês, que conta com 58 reatores em atividade, é o segundo mais importante do mundo em potência, atrás dos Estados Unidos, e garante 75% da produção de eletricidade na França.

Por razões de segurança, a versão completa do informe promovido pelo Greenpeace não será publicada, mas entregue hoje a autoridades francesas encarregadas das áreas de defesa e segurança.

Os especialistas estimam que, se houver ataques "no tipo de estrutura e equipamentos das construções de armazenamento do combustível em piscinas, os danos levariam a hipóteses temíveis".

Em nota, o Greenpeace indica que "o edifício do reator está protegido por um edifício de contenção reforçado, mas as piscinas de combustível usado não estão protegidas".

"Trata-se, porém, de edifícios que contêm a maior radioatividade das centrais nucleares", acrescenta a organização.

No total, a França tem 63 piscinas de combustível usado.

A ONG acusa o grupo francês EDF, que administra as centrais francesas, de não ter "buscado reforçar" as piscinas, apesar de vários informes anteriores e até do sobrevoo das centrais, repetido e ainda sem explicação, feito por drones.

"Deve-se romper a lei do silêncio sobre os riscos das centrais nucleares. A EDF, que explora as centrais, não pode ignorar essa situação. Deve, imperativamente, assumir esse problema de segurança, efetuando os trabalhos necessários para tornar seguras as piscinas de armazenamento do combustível usado", defendeu Yannick Rousselet, do Greenpeace.

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AFP