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Nilo D'Ávila fala durante protesto contra a abertura da zona de Renca, na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, no dia 27 de agosto de 2018

(afp_tickers)

O diretor de campanhas do Greenpeace no Brasil, Nilo D'Ávila, acredita que a anunciada abertura de uma zona de mineração de mais de 40.000 km² na floresta amazônica é "apenas uma pequena mostra" dos projetos do presidente Michel Temer no chamado pulmão do planeta.

Em uma entrevista para a AFP realizada neste domingo, no Rio de Janeiro, durante uma jornada de mobilização em 11 cidades contra a abertura da zona de Renca, entre os estados do Pará e Amapá, D'Ávila lamentou o "legado catastrófico" dos governos de esquerda em assuntos referentes ao meio ambiente, em particular o de Dilma Rousseff (2011-2016).

P: Qual é o objetivo das mobilizações desse domingo?

R: É uma chamada para que as pessoas se juntem e comecem a olhar com cuidado o que acontece na Amazônia nos tempos atuais, nessa era Temer. O que acontece em Renca é só uma pequena amostra do que vem acontecendo com o plano do governo para Amazônia. A gente tem um desmonte articulado a ser feito da legislação que regula o licenciamento ambiental no Brasil. E agora veio a público a vontade do governo de liberar todo o capital mineral brasileiro para a especulação internacional. É uma chamada para mostrar como esses movimentos do governo estão todos conectados e vão causar muita destruição na Amazônia.

P: A questão ambiental não parece mobilizar muito os brasileiros.

R: Existe uma certa indignação represada nos brasileiros. Eu fico um pouco preocupado pensando nos que terão a obrigação de contar essa história do Brasil no futuro, como é que eles vão fazer. São tantas coisas: para onde a pessoa olha temos um problema diferente, que vai desde a questão do regime trabalhista à aposentadoria, a Amazônia, a reativação nuclear, a perfuração dos corais. Uma quantidade tão grande de questões e escândalos que as pessoas não sabem o que fazer, como reagir. Neste momento ambientalista, resolvemos chamar as pessoas para reagir. Reagir a esse plano do governo que vai levar à destruição da Amazônia

P: Houve uma política ambiental diferente em relação aos governos de esquerda (2003-2016)?

R: Não tivemos um grande legado. O governo de Dilma Rousseff foi catastrófico para o meio ambiente. Não temos, infelizmente, nada a comemorar nos últimos cinco ou seis anos. Por outro lado, isso é uma pena para o mundo, porque o Brasil, principalmente na agenda climática, tinha uma posição bastante progressista. Havia compromissos estabelecidos no Acordo de Paris; porém, se olharmos detalhadamente as ações do governo, há um distanciamento e uma impossibilidade de cumprirmos com esses compromissos.

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AFP