A maior greve dos transportes na história da França, que questiona as reformas da Previdência no país, reduziu o crescimento no quarto trimestre de 2019 para 0,1 ponto percentual - informou o Banco Central nesta quarta-feira (15).

O efeito já foi levado em consideração na previsão de crescimento global de 0,2% para o último trimestre, disse o diretor do Banco da França (Banque de France), François Villeroy de Galhau, a um comitê de finanças parlamentar.

Estima-se que 10% das empresas, principalmente nos setores de hotelaria e transporte, foram afetadas pelo desemprego, acrescentou ele, recusando-se a comentar o potencial impacto da ação trabalhista perturbadora na economia em 2020.

De Galhau descreveu como "limitado" o impacto econômico da greve, que começou em 5 de dezembro, mas disse que "isso de forma alguma diminui o verdadeiro desconforto sofrido por milhões de nossos concidadãos, funcionários e comerciantes".

Os parisienses suportaram o peso da greve liderada por motoristas de trem, metrô e ônibus, protestando contra as mudanças nos sistemas de aposentadoria.

Por semanas, a grande maioria das linhas de metrô de Paris foi fechada, o número de trens suburbanos foi drasticamente reduzido, e milhares de franceses viram seus planos de férias de dezembro modificados e até cancelados.

As empresas se queixaram de perdas de até 50% do volume de negócios, já que a escassez de transporte manteve os clientes afastados, principalmente durante a temporada de compras de Natal.

Com um em cada cinco motoristas ainda em greve na quarta-feira, de acordo com a empresa ferroviária da SNCF, o transporte público em Paris começou a melhorar, embora os viajantes ainda enfrentem ônibus e vagões cheios e muitos optem por continuar andando a pé, ou de bicicleta.

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