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o presidente americano, Donald Trump, em Washington DC, em 19 de julho de 2017

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Duas dúzias de democratas do Congresso lançaram uma moção de desconfiança contra Donald Trump, um ato que não é vinculante politicamente, mas que explicita o rancor inspirado pelo presidente americano.

"É uma tentativa de uma intervenção política", disse o representante Steve Cohen aos jornalistas, ao anunciar a moção que questiona as capacidades de Trump como presidente.

O Congresso só pode destituir um presidente através de um "impeachment", motivo pelo qual uma moção de desconfiança não é vinculante.

Com este gesto, os democratas pretendem enviar uma mensagem de frustração ante a um líder que se nega a apresentar seu imposto de renda, que agrediu verbalmente mulheres e a imprensa, que tirou os Estados Unidos de um acordo climático essencial e que coloca em dúvida a utilidade das alianças tradicionais.

Cohen disse que a resolução detalha "os erros e as ações que fizeram que as pessoas tenham pouca confiança nele e na direção que ele dá ao país".

As moções de desconfiança no Congresso são pouco habituais.

Em 2007, o Senado considerou uma moção de desconfiança contra o procurador-geral da era Bush, Alberto Gonzalez, mas esta não avançou.

No início deste mês um congressista democrata se tornou o primeiro legislador americano a apresentar formalmente uma moção de "impeachment" contra Trump, mas ela foi formalmente ignorada pela maioria republicana.

AFP