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Grupo de Lima busca aumentar pressão sobre Maduro

Chanceleres do Peru (e) e Chile participam da reunião do Grupo de Lima afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. abril 2019 - 16:48
(AFP)

O Grupo de Lima se reúne em Santiago, nesta segunda-feira (15), para aumentar a pressão sobre o presidente Nicolás Maduro e somar mais apoios para uma saída pacífica da crise que sufoca a Venezuela.

A reunião de Santiago persegue três objetivos: "fazer todo o possível para o ingresso da ajuda humanitária"; "continuar fortalecendo todos os instrumentos da pressão internacional diplomática, econômica, política" e "ampliar este Grupo e buscar mais coordenação e mais unidade com o Grupo de Contato", que inclui os países da União Europeia, afirmou o presidente chileno, Sebastián Piñera, no encontro com os chanceleres dos respectivos países, mais cedo, nesta segunda.

A reunião contará com a presença de Efraín Baus, subsecretário equatoriano para América Latina e Caribe, e Christian Leffner, secretário-geral adjunto para Assuntos Econômicos e Globais da União Europeia, por meio de uma videoconferência.

"É necessário que o Grupo de Lima avance para uma nova fase e redobre seu trabalho para conseguir que novos atores internacionais se somem à pressão contra a ditadura", disse o chanceler chileno, Roberto Ampuero, antes da reunião.

O Equador e a UE participam como observadores e representantes do Grupo de Contato Internacional sobre Venezuela (GCI), do qual também intervêm Uruguai, Costa Rica e Bolívia, este último país aliado do governo de Maduro.

Após ser lançado em Montevidéu em fevereiro passado, o grupo fixou um prazo de 90 dias para promover eleições presidenciais como uma saída pacífica para a crise política na Venezuela.

Os países da UE que participam do GCI são Alemanha, Espanha, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido e Suécia - todos a favor de uma saída democrática.

Um dos países mais críticos do governo de Nicolás Maduro e um dos primeiros a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, o Chile fez uma primeira aproximação por meio de seu chanceler, que participou da última reunião do GCI no Equador em março passado como "uma ponte" entre o GCI e o Grupo de Lima.

- Saída Pacífica -

O encontro em Santiago acontece em meio à pior crise humanitária e econômica da história recente da Venezuela, que provocou a migração de mais de 3,7 milhões de pessoas.

Segundo o FMI e o Banco Mundial, a inflação da Venezuela alcançará este ano 10.000.000%. Além disso, o país sofrerá a perda de um quarto de seu PIB.

O agravamento da crise intensificou as especulações sobre uma eventual ação militar. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a reafirmar que todas as opções estavam sobre a mesa.

No domingo, após uma viagem por Chile, Paraguai e Peru, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, fez novas críticas e ameaças contra o governo Maduro, pedindo que se reabra a fronteira com a Colômbia para que os venezuelanos possam receber ajuda essencial.

A opção militar é, até agora, descartada pelo Grupo de Lima.

O Grupo foi criado em agosto de 2017 por iniciativa do Peru, com o objetivo de colaborar para solucionar a crise venezuelana. É composto por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, Guiana, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.

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