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Grupo de Lima debate na Guatemala saída para crise venezuelana

Representantes de diferentes países asistem a uma reunião de ministros de Relações Exteriores do Grupo de Lima, na Cidade da Guatemala, em 6 de junho de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. junho 2019 - 18:14
(AFP)

Os membros do Grupo de Lima, que reúne países latino-americanos e o Canadá, debatem nesta quinta-feira na Guatemala as ações para buscar uma saída pacífica por meio de eleições para a crise política da Venezuela.

"Reiteramos o pedido urgente do restabelecimento imediato da ordem democrática na Venezuela mediante a celebração de eleições livres, transparentes e justas", disse a chanceler guatemalteca, Sandra Jovel, na abertura do encontro na capital.

O Grupo de Lima foi criado em agosto de 2017 na capital peruana para definir uma postura comum em relação à crise venezuelana, e é integrado por uma dezena de países latino-americanos e pelo Canadá.

Os chanceleres do país anfitrião, assim como seus pares de Canadá, Costa Rica, Guyana e Peru estiveram presentes na reunião e os demais países enviaram representantes.

Jovel pediu que sejam celebradas na Venezuela eleições com "garantias suficientes com a participação de todos os líderes políticos e com observação internacional, além da nomeação de um novo conselho nacional eleitoral".

A chanceler rechaçou "qualquer intervenção militar ou ameaça de uso da força e qualquer ato de provocação que ponha em risco a paz da nossa região".

O chanceler peruano, Néstor Popolizio, pediu o apoio da comunidade internacional para que "contribua de maneira mais ativa na busca de soluções efetivas para a crise através de eleições livres e justas".

Popolizio também pediu uma resposta coordenada da ONU para atender à crise humanitária provocada pelo êxodo maciço de venezuelanos a países vizinhos, cuja capacidade para atendê-los foi esgotada.

Além disso, anunciou que na primeira quinzena de agosto será realizada Lima uma conferência internacional para analisar propostas que favoreçam o restabelecimento da democracia na Venezuela.

"Será uma oportunidade para que a comunidade internacional analise saídas para a crise política e discuta como se pode apoiar no futuro a recuperação econômica e social da Venezuela", apontou.

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