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Grupo de Lima exige atitude da ONU por crise na Venezuela

Os chanceleres de Peru, Néstor Francisco Popolizio (E), e Chile, Roberto Ampuero (D), durante a reunião do Grupo de Lima para abordar a crise na Venezuela, em 15 de abril de 2019, em Santiago. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. abril 2019 - 23:10
(AFP)

O Grupo de Lima, reunido em Santiago nesta segunda-feira (15), exortou as Nações Unidas a "tomar atitudes" para evitar o progressivo avanço da crise na Venezuela e garantir a ajuda humanitária.

Os países-membros do grupo, criado em 2017 para abordar exclusivamente a situação na Venezuela, "exortam o secretário-geral das Nações Unidas, a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança a tomar ações para evitar a deterioração progressiva da paz e da segurança e fornecer assistência humanitária urgente à população de migrantes precedentes da Venezuela", diz a declaração final do encontro.

O documento foi firmado por representantes de Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru, e por um representante do líder opositor Juan Guaidó, reconhecido por 50 países como presidente interino da Venezuela.

A chamada declaração de Santiago também pede à Rússia, China, Cuba e Turquia que "favoreçam o processo de transição e restabelecimento da democracia", advertindo sobre o "impacto negativo que seu apoio ao regime ilegítimo de Maduro causa à nossa região".

O documento convoca o Sistema Interamericano de Direitos Humanos e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas "a dar atenção prioritária à situação na Venezuela", demandando "a libertação imediata dos presos políticos e o fim das práticas de detenção arbitrária, tortura e ação violenta dos grupos paramilitares".

O Grupo rejeita ainda "qualquer ameaça ou curso de ação que implique em um intervenção militar na Venezuela, condena a ingerência estrangeira naquele país e exige a saída imediata dos serviços de inteligência, segurança e de forças militares que estão no país sem o amparo da Constituição venezuelana", em referência à presença russa.

- Aumentar a pressão -

Nesta segunda-feira, o Canadá anunciou novas sanções contra o governo de Nicolás Maduro, a congelar ativos e proibir transações contra 43 pessoas "responsáveis pela deterioração da situação na Venezuela".

A lista inclui o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, e outros altos funcionários, como os ministros da Economia, Simón Zerpa, e do Petróleo, Manuel Quevedo, também presidente da estatal petroleira PDVSA.

A Venezuela reagiu afirmando que "ao acompanhar a aventura belicista e criminosa de Donald Trump contra a Venezuela, o primeiro-ministro (Justin) Trudeau anulou o Canadá como um ator confiável para o diálogo".

- Saída Pacífica -

O encontro em Santiago acontece em meio à pior crise humanitária e econômica da história recente da Venezuela, que provocou a migração de mais de 3,7 milhões de pessoas.

Segundo o FMI e o Banco Mundial, a inflação da Venezuela alcançará este ano 10.000.000%. Além disso, o país sofrerá a perda de um quarto de seu PIB.

O agravamento da crise intensificou as especulações sobre uma eventual ação militar. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a reafirmar que todas as opções estavam sobre a mesa.

No domingo, após uma viagem por Chile, Paraguai e Peru, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, fez novas críticas e ameaças contra o governo Maduro, pedindo que se reabra a fronteira com a Colômbia para que os venezuelanos possam receber ajuda essencial.

A opção militar é, até agora, descartada pelo Grupo de Lima.

O Grupo foi criado em agosto de 2017 por iniciativa do Peru, com o objetivo de colaborar para solucionar a crise venezuelana. É composto por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, Guiana, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.

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