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Grupo de Lima pede à Venezuela investigação transparente de suposto atentado contra Maduro

(4 ago) O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (c), durante a cerimônia militar em Caracas em que ocorreu o suposto atentado afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. agosto 2018 - 20:34
(AFP)

Treze dos 14 países que formam o Grupo de Lima, entre eles o Brasil, repudiaram neste sábado a repressão a opositores na Venezuela, e pediram uma investigação transparente do suposto atentado contra o presidente Nicolás Maduro, segundo um comunicado divulgado pela chancelaria peruana.

Os signatários, que desejam uma solução pacífica para a crise na Venezuela, também expressaram sua "preocupação profunda com o uso de instituições do Estado para perseguir opositores, o que volta a evidenciar a ruptura da ordem democrática e a violação da Constituição daquele país".

O comunicado pede ao presidente Maduro que "conduza uma investigação independente, exaustiva e transparente sobre o ocorrido, para esclarecer os fatos de maneira imparcial, com respeito ao Estado de direito e aos direitos humanos".

O texto também repudia "qualquer tentativa de manipulação do incidente de 4 de agosto para perseguir e reprimir a dissidência política".

O comunicado "condena e rechaça firmemente a violação do devido processo penal durante a prisão arbitrária e ilegal do deputado Juan Carlos Requesens, bem como a ordem de captura contra o deputado Julio Borges".

Estes dois últimos deputados foram vinculados pelo governo venezuelano ao suposto atentado com drones de 4 de agosto contra Maduro.

A chancelaria peruana divulgou o comunicado, assinado pelos países (Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguay e Perú) que formam o coletivo criado em agosto de 2017 na capital peruana, à exceção de Santa Lucia.

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