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A ex-presidente Dilma Rousseff conversa com Fernando Pimentel, no Palácio do Planalto em Brasília,no dia 2 de março de 2016

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O grupo francês de distribuição Casino considerou "equivocadas" as conclusões de um relatório da Polícia Federal, que o acusa de ter pago subornos para impedir a fusão do grupo Pão de Açúcar, que ele controla, com as subsidiárias locais do Carrefour.

"O Grupo Casino cooperou plenamente com a investigação que foi feita e acabou de fato surpreendido por conclusões equivocadas", informou a empresa em um comunicado enviado à AFP nesta terça-feira (24). A PF disse que não pode comentar o caso, que é "confidencial".

De acordo com o relatório da investigação, que vazou na imprensa, o Casino teria pago em 2011 uma quantia de 2,8 milhões de reais (cerca de 730 mil euros) para a esposa do atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

Ele, que à época era ministro de Comércio de Dilma Rousseff (2011-2016), usou sua influência para evitar um empréstimo do Banco de Desenvolvimento Público (BNDES) ao magnata brasileiro Abílio Diniz para o projeto de fusão com o Carrefour.

Pimentel teria intercedido a favor do Casino com Luciano Coutinho, então presidente do BNDES.

"Ao contrário de Abílio Diniz, o Casino nunca teve nenhum relacionamento com o então presidente do BNDES, Luciano Coutinho", disse um porta-voz do Casino, entrevistado pela AFP em Paris.

Diniz, presidente do grupo BRF (ex-Brasil Foods), à época era associado ao Casino, com quem dividia o controle do Grupo Pão de Açúcar (GPA), que tinha herdado de seu pai.

Mas as relações se deterioraram quando ele contactou o Carrefour para fundir suas subsidiárias no Brasil, que foi visto como uma operação para recuperar o controle do GPA.

"(Pimentel) participou do projeto de Abílio Diniz, mas teve que abandonar o apoio do BNDES quando ficou evidente que se tratava de uma oferta hostil", disse o porta-voz do Casino. "Portanto, é absurdo alegar que os srs. Pimentel e Coutinho poderiam ter ajudado o Casino contra Abílio Diniz".

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AFP