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Grupos comerciais e sindicais apelam a Trump para acabar com o 'caos' no Congresso

Manifestantes invadiram o Capitólio, a sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington, interrompendo uma sessão conjunta do Congresso que certificaria a vitória eleitoral de Joe Biden. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. janeiro 2021 - 00:41
(AFP)

Grandes grupos empresariais dos Estados Unidos instaram nesta quarta-feira (6) o presidente republicano Donald Trump a por fim à ocupação da sede do Congresso em Washington por manifestantes revoltados com sua derrota eleitoral em novembro.

"O caos que se desenrola na capital do país é o resultado de esforços ilegais para anular os resultados legítimos de uma eleição democrática. O país merece algo melhor", disse a Business Roundtable em nota.

"A Business Roundtable apela ao presidente e às autoridades para acabarem com o caos e facilitarem a transição pacífica de poder", enfatizou.

Por sua vez, o diretor-executivo da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Thomas J. Donohue, afirmou: "Os ataques contra o Capitólio da nossa nação e nossa democracia devem terminar agora".

“O Congresso dos Estados Unidos deve se reunir novamente esta noite para concluir sua responsabilidade constitucional de aceitar o relatório do Colégio Eleitoral”, que determina o vencedor da votação presidencial.

Centenas de partidários de Trump invadiram o Capitólio em Washington durante uma sessão conjunta do Congresso realizada para certificar a vitória do presidente eleito Joe Biden, em uma tentativa desesperada de última hora para reverter a derrota nas urnas.

Os distúrbios desencadearam o caos e levaram a acusações por democratas de uma tentativa de "golpe".

A violência, horas após um comício extraordinário de Trump em desafio à derrota, levou uma multidão de apoiadores a agitar bandeiras e derrubar barricadas do lado de fora do Capitólio, para entrar no complexo, forçando um recesso de emergência na sessão legislativa.

Imagens excepcionais mostraram a equipe de segurança bloqueando a casa enquanto congressistas se amontoavam lá dentro usando máscaras de gás.

O presidente e CEO da National Association of Manufacturers, Jay Timmons, emitiu uma declaração na qual acusava Trump de incitar "a violência na tentativa de reter o poder". Disse ainda que "qualquer líder eleito que o defenda está violando seu juramento à Constituição e rejeitando a democracia em favor da anarquia".

Timmons pediu ao vice-presidente Mike Pence que invocasse a emenda 25, que permitiria que ele se tornasse presidente temporariamente se Trump fosse considerado incapacitado.

O líder sindical Richard Trumka, presidente da poderosa AFL-CIO, classificou os tumultos como "um dos maiores ataques à nossa democracia desde a Guerra Civil" de 1861 a 1865.

"A tentativa de golpe de hoje vem sendo gerada há anos, enquanto Donald Trump constantemente lança veneno, conspirações, ódio e mentiras a seus apoiadores", declarou ele em nota.

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