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Guaidó é inabilitado como líder do Parlamento venezuelano

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó (centro), fala para a multidão em Caracas, em 27 de março de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. março 2019 - 17:37
(AFP)

O líder do parlamento e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó foi inabilitado para ocupar cargos públicos durante 15 anos por suposta corrupção, anunciou nesta quinta-feira a Controladoria Geral da Venezuela.

O organismo decidiu "desativar o exercício de qualquer cargo público do cidadão (Juan Guaidó) pelo prazo máximo estabelecido na lei", declarou o controlador do governo, Elvis Amoroso, por meio da televisão estatal.

A lei venezuelana prevê uma pena máxima de 15 anos, lembrou o funcionário.

Em reação imediata, Guaidó declarou que desconhecerá a decisão da Controladoria Geral.

"Não é um controlador (...) nem há uma inabilitação (...) O Parlamento legítimo é o único que pode nomear um controlador", declarou Guaidó, recordando que Elvis Amoroso foi nomeado pela Assembléia Constituinte no poder, ligada ao líder socialista Nicolás Maduro no poder.

Guaidó é reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por cinquenta países encabeçados pelos Estados Unidos, que, por sua vez, consideram ilegítimo o novo mandato de Maduro iniciado em 10 de janeiro.

Segundo Amoroso, em suas declarações patrimoniais, Guaidó não justifica gastos feitos no país e no exterior, com recursos supostamente vindos do exterior.

"Ele fez mais de 91 viagens fora do território com um custo que ultrapassa 310 milhões de bolívares (cerca de US$ 94 mil), sem justificar a fonte de renda", afirmou o controlador, acrescentando desde que assumiu o cargo de deputado, em 2016, Guaidó "ficou mais de 248 dias" no exterior.

A Controladoria Geral havia anunciado no dia 11 de fevereiro a abertura de uma investigação contra o opositor por receber financiamento internacional, o que caracterizaria um ato de corrupção.

A entidade solicitou ao Ministério Público que "exercesse as ações correspondentes" e a autoridade fiscal para inspecionar os hotéis onde o oponente se hospedou na Venezuela. Também considerou que Guaidó "escondeu ou falsificou dados contidos em sua declaração de patrimônio".

A entidade em questão monitora a conduta dos servidores do Estado na Venezuela e tem o poder de aplicar sanções como multas ou torná-los inabilitados para o cargo.

Líderes da oposição, como o ex-candidato presidencial Henrique Capriles, foram submetidos a medidas semelhantes, o que os impediu de concorrer a cargos eleitos.

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