Navigation

Guaidó anuncia grande mobilização em Caracas para seu retorno

O líder opositor venezuelano Juan Guaidó durante evento em Madri em 25 de janeiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. fevereiro 2020 - 01:27
(AFP)

O líder opositor venezuelano Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por quase 60 países que consideram ilegítimo o governo de Nicolás Maduro, anunciou no sábado em Miami "uma grande mobilização em Caracas" para seu retorno nos próximos dias.

Ao final de uma viagem internacional de duas semanas para retomar a ofensiva contra Maduro, a quem chama de "ditador", Guaidó não descartou a possibilidade de um encontro com o presidente americano Donald Trump e prometeu fazer o possível para acabar com a "tragédia" na Venezuela.

Depois de ser reeleito como presidente da Assembleia Nacional em 5 de janeiro, Guaidó desafiou a proibição de sair do país emitida pelas autoridades leais a Maduro. Ele viajou à Colômbia, Europa, Canadá e ao estado americano da Flórida em busca de apoio para revitalizar sua luta pelo poder.

"Nos próximos dias, apesar do risco, vamos entrar na Venezuela", disse Guaidó, muito aplaudido no evento organizado no centro de convenções do aeroporto de Miami, uma região que concentra grande parte dos quase 500.000 venezuelanos que moram nos Estados Unidos.

"Há apenas uma opção que é conseguir eleições livres", enfatizou, antes de pedir aos venezuelanos que se preparem para o "anúncio de uma grande mobilização em Caracas".

"Enfrentamos um conglomerado criminoso, ditatorial, que pode ser derrotado. Com a união é possível. Não vão provocar o nosso recuo", insistiu.

Guaidó prometeu "ações da comunidade internacional acima e abaixo da mesa para sair do pesadelo" e recordou uma recente mensagem de "um bom amigo da causa": "Stay tuned" (Fiquem ligados), em referência a uma declaração recente de Trump a respeito da Venezuela.

Questionado em uma entrevista coletiva sobre um eventual encontro com o presidente americano, Guaidó disse que fará o possível por uma reunião.

O governo dos Estados Unidos foi o primeiro a reconhecer Guaidó como o líder legítimo da Venezuela em janeiro de 2019, quando o opositor, na condição de presidente do Parlamento, invocou poderes constitucionais e se declarou presidente interino por considerar a reeleição de Maduro em 2018 fraudulenta.

Mas até agora seus esforços para liderar um governo de transição e organizar novas eleições não apresentaram resultados, apesar da pressão internacional encabeçada pela administração Trump e sua bateria de sanções.

Maduro, que considera Guaidó um "fantoche" de Washington, permanece no cargo com o apoio das Forças Armadas, assim como dos governos de Cuba, Rússia e China.

Concretizar uma mudança na Venezuela "tem sido muito difícil", admitiu Guaidó, que, no entanto, mantém o otimismo

"Temos um plano, uma estratégia, pressão internacional, sanções aos criminosos", disse. "Sim, é possível, claro que é possível", completou, sendo muito aplaudido.

Guaidó, que conseguiu reunir milhares de pessoas nas ruas no início de 2019, terminou o ano com 38,9% de popularidade, depois de alcançar 63% em janeiro, segundo o instituto venezuelano Datanálisis. Seu índice, apesar da queda, é três vezes maior que o de Maduro, segundo o instituto.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.