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Guaidó anuncia que mecanismo de diálogo com Maduro 'se esgotou'

Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana e autoproclamado presidente interino, discursa para simpatizantes em El Hatillo, Caracas, 14 de setembro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. setembro 2019 - 00:41
(AFP)

O líder opositor venezuelano Juan Guaidó anunciou neste domingo (15) que o mecanismo de diálogo com o governo de Nicolás Maduro, mediado pela Noruega, "se esgotou", diante da negativa da delegação do chavismo de voltar à mesa de negociações.

"Maduro abandonou o processo de negociação com desculpas falaciosas: após mais de 40 dias em que se negaram a continuar no mesmo, confirmamos que o mecanismo de Barbados se esgotou", disse a equipe de Guaidó, em um comunicado assinado pelo dirigente, chefe do Parlamento, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por meia centena de países.

As conversas em busca de saídas para a grave crise política e econômica venezuelana, que começaram na Noruega e se transferiram posteriormente para Barbados, estão congeladas desde 7 de agosto por decisão do governo.

"Quem usurpa o poder bloqueou uma saída pacífica, rejeitando discutir e acordar uma proposta sensata realizada por nossa delegação para pôr fim a este conflito", acrescentou o documento.

No entanto, a equipe de Guaidó declarou a disposição de "assumir qualquer solução possível" que "ponha um fim ao sofrimento dos venezuelanos".

O líder legislativo se autoproclamou presidente interino em janeiro, depois que a maioria opositora do Parlamento declarou Maduro um usurpador, acusando-o de ter sido eleito em eleições fraudulentas.

Em 6 de setembro, Maduro ameaçou manter congelado o diálogo até que Guaidó "retificasse", depois que o opositor fosse acusado criminalmente de um suposto plano, denunciado pelo governo, de "entregar" a trasnacionais El Esequibo, território rico em recursos que Caracas reivindica à Guiana, em troca de reconhecimento.

"Ou retificam ou não veem mais nossa cara", advertiu, então, o presidente socialista.

Um dos negociadores de Guaidó, Stalin González, havia dito em 2 de setembro que a oposição estava preparada para retomar os contatos.

No entanto, Guaidó afirmou que as conversas não tinham funcionado, deixado sua retomada no ar.

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