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Guaidó atribui silêncio oficial a 'contradições' internas após sua volta à Venezuela

O líder opositor venezuelano e reconhecido por mais de 50 países como presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, em Caracas, em 5 de março de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. março 2019 - 19:20
(AFP)

O líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, atribuiu a contradições internas o silêncio oficial mantido 24 horas depois do seu retorno ao país, na segunda-feira (4).

"Estão mergulhados em contradições. Não sabem como responder ao povo da Venezuela", disse Guaidó a jornalistas ao ser questionado sobre como explica não haver qualquer reação por parte do governo de Nicolás Maduro à recepção que teve, com concentrações de milhares de seus partidários em Caracas e outras cidades.

Em aberto desafio a Maduro, o dirigente mantém nesta terça-feira (5) - feriado pelo Carnaval - uma reunião com sindicatos da administração pública, planejando chegar a um governo de transição.

Guaidó havia burlado uma proibição judicial de saída do país em 22 de fevereiro, quando assistiu em Cúcuta (Colômbia) a um megashow para arrecadar ajuda humanitária para a Venezuela.

O parlamentar também tentou coordenar em Cúcuta a entrada na Venezuela de toneladas de alimentos e insumos médicos, operação que fracassou ante o fechamento de fronteiras ordenado por Maduro, que a considerou um pretexto para uma intervenção militar liderada pelos Estados Unidos.

Depois Guaidó participou em Bogotá de uma reunião do Grupo de Lima e vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence. Além disso, foi recebido com honrarias em seus respectivos países pelos presidentes de Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador.

Na segunda-feira, o também chefe da Assembleia Nacional retornou a Caracas junto com sua esposa, Fabiana Rosales, em um voo comercial de Bogotá, com escala na Cidade do Panamá.

Antes do seu retorno, Maduro havia declarado que Guaidó teria que encarar a Justiça por ter evadido a proibição de saída do país.

Guaidó, que conta com um forte respaldo de Estados Unidos, Canadá e várias nações latino-americanas e da Europa, qualifica Maduro de "usurpador" por considerar fraudulenta a sua reeleição em 2018 e exige a sua saída do poder, bem como a realização de eleições "livres e transparentes".

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