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Guaidó denuncia intimidação das forças de segurança contra sua família

Juan Guaidó em 30 de janeiro de 2019 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. janeiro 2019 - 17:10
(AFP)

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, denunciou nesta quinta-feira que as forças especiais de segurança estão perto de sua residência para intimidar sua família e responsabilizou o presidente Nicolás Maduro por sua segurança.

"O FAES (Força de Ações Especiais da Polícia Nacional) está em minha casa, perguntando por Fabiana (a esposa). Neste momento, a ditadura acha que vai nos amedrontar", assegurou o líder opositor, em um ato público no auditório da principal universidade do país, em Caracas.

Guaidó, presidente do Parlamento de maioria opositora, disse que em sua casa está sua filha de 20 meses, e responsabilizou a polícia por "qualquer coisa que possa acontecer com o meu bebê".

Os Estados Unidos, que reconheceram Guaidó como presidente interino, alertaram que haverá "sérias consequências" se o governo de Nicolpas Maduro tomar medidas contra o opositor.

"Haverá consequências graves para aqueles que tentarem subverter a democracia e prejudicar Guaidó", advertiu no Twitter o assessor de Segurança Nacional John Bolton, em meio a novas sanções americanas contra a petrolífera estatal venezuelana PDVSA.

Desafiadoramente, o líder parlamentar, de 35 anos, acrescentou: "Daqui eu vou para minha casa". Ao mesmo tempo, ele convidou o corpo diplomático, parlamentares e outras pessoas que participaram da cerimônia para acompanhá-lo.

"Vamos ver o que o FAES quer", disse ele.

Na terça-feira, o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) proibiu Guaidó de sair da Venezuela e congelou suas contas e ativos.

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