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Guaidó designa representantes diplomáticos em uma dezena de países

Chefe da Assembléia Nacional da Venezuela e auto-proclamado "presidente em exercício" Juan Guaido afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. janeiro 2019 - 19:53
(AFP)

O Parlamento venezuelano, de maioria opositora, nomeou nesta terça-feira (29) "representantes diplomáticos" em uma dezena de países que reconheceram a autoproclamação do líder legislativo, Juan Guaidó, como presidente interino.

As designações abarcam Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Honduras, Panamá e Peru, bem como o Grupo de Lima, um bloco que não reconhece o presidente socialista Nicolás Maduro e é integrado por várias dessas nações, inclusive o Brasil.

Guaidó liderou a sessão parlamentar na qual foram aprovadas as indicações e aproveitou para se dirigir aos 2,3 milhões de venezuelanos que, segundo a ONU, deixaram o país desde 2015 devido à grave crise econômica.

"Sentimos a falta de vocês. Aí vão os seus representantes, que estarão zelando por seus interesses, mas também por seu rápido retorno à pátria", disse o congressista sob aplausos.

A Câmara não especificou onde seus enviados despacharão. "Estamos exercendo as competências (do Executivo) para alcançar o fim da usurpação, o governo de transição e eleições livres", afirmou Guaidó.

O deputado se declarou presidente interino em 23 de janeiro, depois que o Congresso qualificou Maduro como "usurpador" ao assumir, em 10 de janeiro, um segundo mandato que - como grande parte da comunidade internacional - considera ilegítimo por ser resultado de eleições "fraudulentas".

A sua autoproclamação durante uma marcha opositora gerou uma grave crise, com protestos e distúrbios que deixam 40 mortos e ao menos 850 detidos, segundo o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU.

Maduro denuncia essa manobra como um golpe de Estado liderado pelos Estados Unidos, que na segunda-feira impôs sanções petroleiras a Caracas - cujo orçamento depende inteiramente do petróleo - e deu a Guaidó o controle das contas da Venezuela nos Estados Unidos.

O Parlamento designou como representante nesse país Carlos Veccio, considerado um dos artífices da estratégia para cercar Maduro junto com Julio Borges, nomeado delegado para o Grupo Lima.

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