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Guaidó diz que presença de militares russos na Venezuela viola Constituição 

O opositor Juan Guaidó, chefe do parlamento e presidente interino da Venezuela reconhecido por mais de 50 países, em sessão da Assembleia Nacional em Caracas, no dia 26 de março de 2019. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. março 2019 - 17:45
(AFP)

O líder da oposição Juan Guaidó, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por mais de 50 governos, afirmou nesta terça-feira que a chegada de militares russos ao país viola a Constituição.

"Parece que (no governo de Nicolás Maduro) eles não confiam em seus militares (...) Eles violam a Constituição novamente", declarou Guaidó em discurso ante o Parlamento de maioria oposicionista, que, segundo a lei, deve autorizar ou não qualquer missão militar estrangeira na Venezuela.

O governo russo confirmou nesta terça o envio de militares para ampliar a "cooperação" entre Moscou e Caracas, "com pleno respeito à legalidade", segundo declarou a porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Maria Zajarova.

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, defendeu, por sua vez, essa comitiva castrense em nome do governo de Maduro. "O apoio da Rússia à Venezuela se baseia em verdades, senso comum e respeito ao Direito Internacional", escreveu no Twitter.

No último sábado, dois aviões russos pousaram no aeroporto internacional de Maiquetía, que serve a Caracas, transportando pessoal militar e equipamentos.

Segundo a imprensa local, as aeronaves transportaram cerca de cem militares liderados por um oficial de alta patente.

"Eles não trouxeram geradores (elétricos) naqueles aviões, não trouxeram técnicos (...) Não. Trouxeram soldados estrangeiros para o solo nacional", disse Guaidó.

As tensões coincidem com um apagão que paralisa grande parte da Venezuela desde segunda-feira.

"Disseram tantas vezes que a ajuda humanitária era para a entrada de forças armadas transnacionais, mas agora são eles que colocam soldados estrangeiros na Venezuela", acrescentou o opositor, referindo-se à tentativa fracassada, em 23 de fevereiro, de fazer entrar doações de alimentos e suprimentos médicos.

O presidente Maduro considerou essa iniciativa como uma "desculpa" para uma intervenção militar.

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